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Cury apresenta planos para revolucionar turismo e educação

Candidato Augusto Cury apresenta propostas de revolução no turismo, educação, medicina e agricultura em encontro com influenciadores digitais em São Paulo.

Cury apresenta planos para revolucionar turismo e educação
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Candidato apresenta agenda estratégica para transformação do país

Em um evento realizado na capital paulista nesta segunda-feira (21), o candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) divulgou suas principais propostas para a revolução turismo educação e outros setores estratégicos do Brasil. O encontro reuniu influenciadores digitais e permitiu ao pré-candidato apresentar projetos ambiciosos caso vença as eleições presidenciais.

Transformação do setor turístico brasileiro

Um dos destaques da agenda foi a proposta de transformação no turismo brasileiro. Cury afirmou que pretende aumentar significativamente o fluxo de visitantes internacionais ao país através de iniciativas inovadoras. Segundo ele, o Brasil recebe anualmente apenas 9 milhões de turistas, enquanto o México recebe cinco vezes mais visitantes e a Espanha dez vezes superior.

Para reverter esse cenário, Cury propôs a implementação de duas "Black Weeks" turísticas por ano, uma em cada semestre. O plano inclui parcerias com companhias aéreas, restaurantes e redes hoteleiras para atrair multidões de visitantes internacionais. "Vamos trazer milhões e milhões de pessoas para o Brasil, o Brasil turístico", declarou durante o encontro.

Revolucionar educação através do ensino técnico

Na área educacional, o candidato anunciou planos para transformar o ensino médio em ensino técnico. De acordo com Cury, apenas 20% dos aproximadamente 7,3 milhões de jovens no ensino médio frequentam cursos técnicos. A proposta visa ampliar o acesso à formação profissionalizante, preparando melhor os jovens para o mercado de trabalho.

Essa medida faz parte de uma estratégia mais ampla de revolução educacional que o candidato promete implementar, buscando modernizar a forma como o país prepara suas gerações futuras para enfrentar os desafios econômicos e tecnológicos.

Inovações planejadas para medicina e saúde

Cury também mencionou a necessidade de implementar transformações no setor de medicina, embora tenha fornecido menos detalhes sobre essa área específica. Como psiquiatra com publicações em mais de 90 países, ele enfatizou sua experiência na área de saúde mental e bem-estar.

Agronegócio: duplicação da produção em dez anos

Um dos pontos mais detalhados da apresentação foi dedicado ao agronegócio. Cury propôs aumentar a produção agrícola de 350 milhões para 700 milhões de toneladas em dez anos. Para isso, pretende verticalizar a produção, transformando a indústria de commodities em uma cadeia produtiva mais complexa.

Segundo o candidato, em vez de vender soja e milho in natura, o país deveria montar frigoríficos em regiões como Nordeste e Centro-Oeste para comercializar proteína processada, incluindo suínos e frango. Essa estratégia teria dupla vantagem: aumentar a pauta de exportações brasileiras e reduzir os preços dos alimentos no mercado interno.

Cury argumenta que o setor agropecuário enfrenta dificuldades severas de lucratividade. Os produtores, segundo ele, conseguem apenas 5% de margem de lucro enquanto pagam 20% em custos de custeio, tornando o negócio insustentável para muitos pequenos e médios agricultores.

O candidato também destacou sua ligação pessoal com o setor, afirmando ter nascido, vivido e atuado na agricultura. Além dos grãos tradicionais, mencionou interesse em projetos com citricultura, seringueira e outras culturas.

Reforma do BNDES para microempresas

Na questão das microempresas, Cury apresentou uma proposta polêmica: dividir o BNDES em dois bancos especializados. Um focaria em grandes empresas, enquanto o outro atenderia microempreendedores. Segundo ele, a instituição tem servido historicamente apenas aos grandes empresários.

O candidato prometeu realizar essa divisão na primeira semana de governo, criando também agências em comunidades, favelas e escolas públicas para democratizar o acesso ao crédito subsidiado. A redução da taxa Selic seria fundamental para viabilizar essa estratégia, liberando recursos federais para financiar pequenos negócios.

Cury citou dados impressionantes: cada aumento de 1% na taxa Selic custa ao governo federal mais de 100 bilhões de reais para financiar o déficit e a dívida pública. Se conseguisse reduzir os juros para níveis entre 4% e 6% em um ou dois anos, seria possível financiar entre 10 e 15 milhões de microempresas, gerando transformação econômica significativa.

Responsabilidade fiscal como pilar das propostas

Em toda sua apresentação, Cury ressaltou que a execução desses planos dependeria de responsabilidade fiscal governamental. Segundo ele, essa postura permitiria reduções nas taxas de juros e liberaria capital para investimento em áreas prioritárias como educação, turismo, agricultura e empreendedorismo.

A agenda apresentada busca posicionar o candidato como portador de um projeto econômico ambicioso e integrado, capaz de transformar simultaneamente múltiplos setores da economia brasileira.

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