Tereza Cristina quer conversar com Bolsonaro sobre disputa do Senado
Senadora Tereza Cristina (PP-MS) planeja visitar ex-presidente Bolsonaro em prisão domiciliar para discutir estratégia na disputa pela presidência do Senado. Sa...

Senadora busca encontro com ex-presidente para discutir estratégia
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) comunicou nesta quinta-feira que deseja manter uma conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro acerca da disputa pela presidência do Senado. O encontro está previsto para ocorrer na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília. Durante pronunciamento em evento de gala da Câmara de Comércio França-Brasil, em São Paulo, a parlamentar explicou os motivos que a levam a buscar esse diálogo com o ex-chefe de Estado.
Tereza Cristina, que recebeu o Prêmio Personalidade do Ano 2026 durante o evento, foi incisiva ao responder questões sobre sua eventual participação na disputa pela presidência do Senado. A senadora ressaltou que já havia solicitado previamente uma oportunidade para conversar com Bolsonaro e que agora consegue viabilizar esse encontro após o próprio ex-presidente ter concordado com o pedido inicial.
Articulações políticas e estratégia da oposição
Questionada sobre o conteúdo específico que pretende abordar no encontro, Tereza Cristina revelou seu objetivo de apresentar ao ex-presidente sua perspectiva sobre os desafios atuais da disputa pela presidência do Senado. A senadora enfatizou seus vínculos históricos com Bolsonaro, lembrando que integrou seu ministério durante a gestão anterior.
"Olha, eu sou amiga do presidente Bolsonaro, fui ministra dele. Eu já tinha pedido algumas vezes para visitá-lo e, agora, ele pedindo e acatando aquele meu pedido anterior, eu acho ótimo. Mas vamos poder conversar, explicar para ele o que está acontecendo, enfim, a minha visão do que é hoje a nossa missão nessa eleição do Senado, a minha e de Rogério Marinho", declarou.
A questão central que emerge dessa conversa planejada é a possibilidade de unificação das candidaturas oposicionistas. Quando questionada se abriria mão de sua candidatura caso Bolsonaro solicitasse apoio a Rogério Marinho (PL-RN), a senadora evitou fazer promessas antecipadas e afirmou desconhecer se o ex-presidente faria tal pedido.
Posicionamento sobre candidatura concorrente
Tereza Cristina mantém uma postura estratégica em relação a Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e candidato oficial pelo PL. Ambos têm discutido desde o início a possibilidade de uma candidatura única da direita, mas ainda não chegaram a um acordo definitivo sobre quem cederia a disputa.
"Eu não sei se o presidente me pediria isso, mas é claro que eu e o Rogério Marinho temos conversado desde o início. Ele tem dito isso, eu tenho repetido, mas parece que as pessoas não conseguem entender. Nós temos uma estratégia. A estratégia do nosso campo é ganhar o Senado", afirmou a senadora.
Ambos os candidatos já manifestaram publicamente que não enfrentarão um ao outro diretamente durante a votação. Marinho havia declarado no lançamento de sua candidatura que não confrontaria Tereza, e ela retribui com posicionamento similar.
Cronograma e dinâmica da eleição
A eleição para a presidência do Senado está agendada para 1º de fevereiro de 2027, quando todos os 81 senadores votarão por escrutínio secreto. Para conquistar a presidência, um candidato necessita de no mínimo 41 votos.
Tereza Cristina enfrenta o desafio de concorrer contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual presidente da Casa que busca reeleição e conta com o apoio do governo Lula. A senadora do Progressistas tem realizado articulações contínuas com parlamentares de diferentes agremiações políticas, buscando construir uma base de apoio sólida.
Tramitação do pedido junto ao STF
A defesa jurídica de Bolsonaro formalizou uma solicitação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para autorizar o recebimento de Tereza Cristina e Rogério Marinho na residência onde o ex-presidente permanece em prisão domiciliar. O pedido foi apresentado em contexto de intensas articulações políticas envolvendo a disputa pela presidência do Senado.
A visita, caso autorizada, representa oportunidade estratégica para a senadora reafirmar seu apoio junto a Bolsonaro e discutir possíveis desdobramentos da eleição interna do Senado. A dinâmica entre os candidatos oposicionistas e a aprovação da visitação judicial podem influenciar significativamente os rumos da disputa que se aproxima.
