Tebet descarta volta ao ministério se Lula for reeleito
Simone Tebet afirma não ter interesse em assumir ministério novamente caso Lula seja reeleito. Candidata ao Senado por São Paulo deixou pasta do Orçamento em ab...

Tebet rejeita retorno ao cargo de ministra em novo governo Lula
A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet declarou, durante evento em sua partido na noite desta sexta-feira (31), que não possui qualquer interesse em retornar ao cargo de ministra caso o presidente Lula seja reeleito em próxima eleição presidencial. A ex-integrante da gestão federal deixou a pasta do Orçamento e Planejamento em abril deste ano para dedicar-se à campanha eleitoral pelo Senado.
Trajetória política de Tebet no atual governo
Tebet foi uma figura central durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, quando apoiou Lula na disputa contra Jair Bolsonaro. Sua atuação naquele período foi determinante para consolidar alianças políticas importantes. Como reconhecimento, recebeu o convite para integrar a administração federal como ministra do Orçamento e Planejamento, função que exerceu até abandonar o cargo para participar da disputa senatorial.
Atualmente, integra chapa encabeçada por Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, para o governo estadual de São Paulo. Seu companheiro de chapa é Márcio França, também do PSB, que figura como vice-governador. Concorre pela outra vaga no Senado Marina Silva, integrante da Rede, que igualmente ocupou cargo ministerial na gestão Lula.
Questões sobre suplências e composição da chapa
A declaração de Tebet aconteceu quando chegava para a convenção estadual de seu partido na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Questionada sobre o processo de definição das suplências, informou que delegou completamente a decisão para a Executiva Nacional do PSB, evitando envolvimento direto nas negociações.
Segundo Tebet, até aquele momento, a estrutura provisória previa que o PT ficaria responsável pela primeira suplência, enquanto o PDT ocuparia a segunda posição. No entanto, outros partidos da coligação, como o PV e o PSOL, também apresentaram indicações para as suplências de sua candidatura e de Marina Silva.
"Os nomes que me apresentaram, três, quatro que me apresentaram, são nomes que me deixam muito confortável", afirmou. A candidata destacou que todos os postulantes possuem "reputação ilibada" e "experiência comprovada" no cenário político.
Compromisso com mandato no Senado Federal
Tebet reafirmou seu compromisso com a carreira legislativa no Senado, expressando esperança em poder exercer o mandato completo caso eleita. "Se Deus quiser, eu vou ter vida e saúde bastante para, se for eleita, poder ficar oito anos no Senado Federal", declarou durante o evento.
A colocação reflete a decisão estratégica de Tebet em priorizar a atuação como senadora em detrimento de possíveis retornos à esfera executiva federal, mantendo distância das negociações ministeriais que historicamente envolvem candidatos que conquistam assentos no Congresso Nacional.
Nomes em disputa pelas suplências
Entre os principais postulantes às suplências de Tebet e Marina Silva encontram-se: Antonio Jorge, presidente estadual do PDT; Marcelo Barbieri, do PDT, ex-prefeito de Araraquara; Djalma Nery, vereador de São Carlos pelo PSOL; e Roberto Tripoli, vereador de São Paulo pelo PV. Todos representam diferentes legendas que compõem a base aliada de apoio às candidaturas.
A negociação das suplências reflete a complexa dinâmica de coligações políticas que caracteriza as eleições brasileiras, onde partidos menores buscam garantir espaço e influência dentro das chapas dos candidatos principais, assegurando representação institucional e visibilidade política para suas organizações.
