Candidata peruana é assassinada durante ato eleitoral
Susy Aponte, candidata ao governo regional de Áncash, foi morta durante campanha no Peru. Dois venezuelanos foram presos como suspeitos do assassinato.

Candidata peruana assassinada durante evento de campanha
Um atentado fatal ocorreu no último sábado (19) quando Susy Aponte, candidata ao governo regional de Áncash no Peru, foi alvejada durante um ato de campanha. A candidata peruana assassinada deixa um legado de denúncias sobre corrupção e irregularidades na polícia local, através de seu portal informativo denominado "China Polo Dominical".
Imagens de segurança e registros de mídia documentam o momento exato em que Aponte conversava com representantes da imprensa momentos antes de sofrer os disparos. Logo após o atentado, a candidata aparece caída no solo enquanto pessoas ao redor tentam prestar os primeiros socorros em meio ao caos do evento.
Detalhes do incidente em Caraz
O ataque ocorreu no distrito de Caraz, durante um encontro entre a candidata e seus apoiadores. Além de Susy Aponte, outras cinco pessoas presentes no local foram feridas pelos disparos e encaminhadas imediatamente ao hospital regional para receber tratamento médico.
Susy Aponte Polo tinha 44 anos de idade e era mãe de quatro filhos. Seu corpo foi sepultado nesta segunda-feira (21) em Lima, capital do país. O enterro marcou o encerramento de uma vida dedicada à comunicação e investigação jornalística sobre temas de interesse público.
Investigação e suspeitos presos
Autoridades do Ministério do Interior do Peru anunciaram a prisão de dois homens de nacionalidade venezuelana como principais suspeitos do crime. As investigações acerca do assassinato prosseguem, buscando esclarecer os motivos e as circunstâncias que levaram ao atentado contra a candidata peruana assassinada.
As eleições regionais estão programadas para ocorrer no dia 4 de outubro, data que marca um momento crítico para a política peruana e a segurança de seus candidatos.
Ameaças anteriores e ativismo jornalístico
Dias antes de sua morte, Susy Aponte havia divulgado publicamente em suas redes sociais que recebia ameaças emanadas do interior de presídios peruanos. Essa denúncia representava mais um episódio na série de investigações que a comunicadora realizava sobre corrupção e ilegalidades nas forças policiais.
Seu portal informativo funcionava como plataforma para expor irregularidades e casos de corrupção identificados nas instituições de segurança. O perfil do portal no Instagram, após seu falecimento, publicou uma mensagem de solidariedade: "[Susy] havia denunciado ameaças contra sua vida e nunca deixou de investigar. Por isso, exigimos uma investigação completa, independente e sem intocáveis."
Reações e preocupações da imprensa
O Conselho da Imprensa Peruana, organização que representa jornalistas no país, solicitou formalmente que as autoridades realizem uma investigação minuciosa sobre os motivos do homicídio. A entidade alertou para o padrão preocupante de assassinatos de profissionais da comunicação que permanecem sem resolução nos arquivos judiciais.
Em comunicado oficial através de suas redes sociais, o conselho enfatizou: "É necessário que se esclareçam os motivos do homicídio. Outros casos de assassinatos não foram esclarecidos", evidenciando a crescente preocupação com a segurança de jornalistas e comunicadores no Peru.
Contexto de violência contra comunicadores
O assassinato de Susy Aponte soma-se a uma série alarmante de casos de violência contra profissionais da mídia peruana. De acordo com informações da polícia local, quatro jornalistas foram assassinados apenas em 2025, demonstrando um cenário crítico para a liberdade de imprensa e a segurança dos comunicadores no país.
Este contexto de violência reflete as tensões políticas e as ameaças enfrentadas por aqueles que se dedicam a investigar e denunciar irregularidades nas instituições peruanas, particularmente quando essas denúncias envolvem estruturas de poder estabelecidas.
