Trump cobra apoio de Meloni contra ameaça iraniana
Trump exige posicionamento de Meloni contra Irã e prevê queda de Starmer. Confira detalhes dos ataques do presidente americano nas redes sociais.

Trump Cobra Apoio de Meloni Contra Irã em Críticas Públicas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou suas críticas contra líderes europeus neste domingo (21), cobrado apoio explícito da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, contra a ameaça nuclear do Irã. Através de postagens na rede social TruthSocial, Trump também direcionou ataques contra o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, prevendo sua renúncia ao cargo.
As publicações marcam novo capítulo de tensionamento entre Trump e Meloni, antigos aliados que vêm trocando críticas desde o início de 2025. A cobrança de Trump por posicionamento mais firme da Itália contra o Irã reflete crescente frustração do presidente americano com a Europa em questões de segurança internacional.
Críticas a Starmer e Sua Gestão
Em sua mensagem inicial, Trump afirmou que Keir Starmer «fracassou feio» em resolver questões migratórias e energéticas do Reino Unido. O presidente americano previu a renúncia do primeiro-ministro britânico, destacando esses dois temas como cruciais para sua queda política.
«Keir Starmer renunciará ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. Ele fracassou feio em dois assuntos muito importantes: IMIGRAÇÃO e ENERGIA (ABRAM A EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO NO MAR DO NORTE!). Desejo-lhe boa sorte!», afirmou Trump na rede social.
A crítica sobre questões energéticas reflete a posição do presidente americano em favor da expansão de exploração de petróleo como solução para problemas econômicos na Europa. Starmer enfrenta pressões domésticas por sua gestão econômica, mas não há indicações concretas de sua iminente renúncia.
Cobrança de Posicionamento Firme Contra o Irã
Horas após criticar Starmer, Trump voltou-se para Meloni, afirmando que a primeira-ministra não demonstrou interesse em se envolver no combate à «ameaça nuclear» do Irã. O presidente ressaltou décadas de investimento americano na defesa europeia através da OTAN.
«Depois de gastar trilhões de dólares com a OTAN, a Itália e sua primeira-ministra, nem sequer pensariam em se envolver com a República Islâmica do Irã e sua gravíssima ameaça nuclear. Há décadas nós os defendemos, mas, quando colocados à prova, eles não estão lá para nos defender e ao resto do mundo. Não é bom!», escreveu Trump.
A cobrança de Trump reflete tensões maiores entre Washington e Roma sobre participação europeia em operações militares no Oriente Médio. A Itália, sob liderança de Meloni, tem adotado posição mais cautelosa em relação a conflitos envolvendo o Irã, diferentemente do apoio que oferecia anteriormente ao presidente americano.
Contexto da Troca de Farpas Recente
As críticas de Trump ocorrem dias após nova controvérsia entre ele e Meloni sobre um suposto episódio na cúpula do G7. Trump afirmou em entrevista à TV italiana La7 que a primeira-ministra lhe «implorou» para tirar uma foto durante o encontro.
«Ela me implorou para tirar uma foto com ela. Ela queria muito uma foto comigo. Eu não teria tirado, mas fiquei com pena dela», declarou Trump ao jornalista italiano.
Meloni respondeu prontamente, negando completamente a versão de Trump e afirmando estar «francamente surpresa» com seus comentários. A primeira-ministra acusou o presidente americano de inventar a história e repreendeu sua postura diferenciada com aliados versus adversários do Ocidente.
«As declarações de Donald Trump são completamente inventadas. Estou francamente surpresa. Não sei por que o presidente dos Estados Unidos se comporta dessa maneira com seus aliados: além disso, não é a primeira vez. Só posso dizer que é decepcionante que ele não demonstre a mesma determinação com os inimigos do Ocidente e dos Estados Unidos, cujos líderes ele trata com muito mais indulgência», argumentou Meloni.
Reações Oficiais Italianas
O episódio motivou resposta oficial do governo italiano. Antonio Tajani, chanceler da Itália, anunciou cancelamento de viagem programada aos Estados Unidos para reunião com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em gesto de protesto contra as declarações de Trump.
«As palavras graves e ofensivas do presidente Trump em relação à primeira-ministra Giorgia Meloni ofendem toda a Itália», condenou Tajani na rede social X.
Giovanbattista Fazzolari, subsecretário do gabinete de Meloni e um de seus aliados mais próximos, também se pronunciou criticamente. Segundo Fazzolari, os «rompantes inadequados» de Trump conseguiram «tornar os Estados Unidos impopulares em todo o continente europeu, prejudicando não apenas a Europa, mas sobretudo os Estados Unidos».
A Escalação de Tensões Entre Aliados
O distanciamento entre Trump e Meloni, antes aliados próximos, intensificou-se em abril quando o presidente americano criticou o Papa Leão XIV por condenar a guerra no Irã. Trump chamou o pontífice de «fraco», provocando reação imediata de Meloni em defesa da liderança religiosa.
Na ocasião, Trump respondeu afirmando estar «chocado» com a postura da primeira-ministra italiana e questionando sua coragem, afirmando que «ela não é mais a mesma pessoa, e a Itália nunca mais será o mesmo país».
Análise de Especialistas Sobre a Crise
Analistas entrevistados pelo jornal The New York Times avaliam que Meloni pode ter aproveitado a crise envolvendo Trump e o papa para realizar movimentação política estratégica. Segundo essa interpretação, o afastamento da primeira-ministra em relação ao presidente americano visa sinalizar ao público italiano um distanciamento, considerando que pesquisas indicam crescimento de impopularidade de ambos entre eleitores italianos.
A situação reflete dinâmica mais ampla nas relações transatlânticas, onde Europa busca equilibrar suas alianças históricas com os Estados Unidos com demandas domésticas de independência em política externa. Trump cobra apoio de Meloni contra ameaças geopolíticas enquanto ela navega pressões políticas internas complexas.
Futuro das Relações Bilaterais
Enquanto ministros do governo italiano buscam afirmar que a aliança atlântica permanece intacta, Trump insiste na terça-feira que as relações se deterioraram. O presidente declarou à Fox News: «Ela tem sido negativa. Qualquer um que se recusou a nos ajudar nessa questão do Irã não tem mais o mesmo relacionamento conosco».
Mariangela Zappia, ex-embaixadora da Itália nos Estados Unidos, argumenta que a crise pessoal entre Trump e Meloni não deve afetar as relações institucionais entre os dois países. Segundo Zappia, Trump agiu de forma impulsiva após frustração com a Europa em questões iranianas, embora a Europa continue considerando os Estados Unidos aliado histórico fundamental.
