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Mulher liberada após tentar levar droga em presídio de Macapá

Mulher de 45 anos foi solta na audiência de custódia após ser presa tentando entrar com maconha em presídio. Juiz concedeu liberdade com restrições.

Mulher liberada após tentar levar droga em presídio de Macapá
Fonte: g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2018/07/23/mulher-presa-com-droga-na-vagina-em-macapa-e-solta-apos-audiencia-de-custodia.ghtml

Detida em tentativa de entrada de entorpecentes em unidade prisional

Uma mulher de 45 anos foi liberada em audiência de custódia após ser presa com droga em presídio de Macapá. O caso ocorreu na tarde de domingo, quando ela tentava visitar seu filho no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), localizado na Zona Oeste da capital amapaense.

Durante os procedimentos de revista padrão realizados pela instituição, agentes constataram comportamento suspeito da visitante. Ela demonstrava sinais de nervosismo acentuado e aparentava estar desconfortável durante a revista. Ao ser submetida ao equipamento de raio-x, confessou portar entorpecentes e retirou voluntariamente sete porções do interior da vagina.

Material apreendido na revista do presídio

A documentação do caso registra que foram encontradas cinco porções de fermento e duas porções de maconha. O material estava enrolado em fermento, caracterizando uma tentativa de dissimulação. A maconha correspondia à quantidade mínima para caracterizar tráfico de drogas conforme legislação penal vigente.

Após a apreensão do material ilícito, a mulher foi conduzida à delegacia especializada para a realização de procedimentos administrativos. Lá aguardou até a realização da audiência de custódia, que é obrigatória para avaliar a necessidade de manutenção da prisão preventiva.

Decisão judicial e medidas restritivas

Na manhã de segunda-feira (23), a mulher presa com droga em presídio de Macapá compareceu perante o juiz Rogério Bueno Funfas para a audiência de custódia. O magistrado analisou os elementos do caso e as circunstâncias pessoais da acusada para determinar se ela deveria permanecer encarcerada ou se poderia aguardar o julgamento em liberdade.

O juiz concedeu a soltura através de medidas cautelares restritivas de liberdade. A decisão levou em consideração fatores determinantes como a existência de residência fixa, o status de ré primária (sem condenações anteriores) e a comprovação de ocupação lícita que demonstra vínculo com a comunidade local.

Condições impostas para permanência em liberdade

Como requisito para a liberdade concedida, foi estabelecido recolhimento domiciliar compulsório entre 20h e 6h diariamente. Esta medida busca garantir o comparecimento em futuras audiências e minimizar riscos de reiteração delitiva. A mulher deverá cumprir rigorosamente o horário estabelecido sob pena de revogação da liberdade.

Além do recolhimento noturno, outras medidas restritivas podem ter sido impostas conforme prática comum em decisões de audiências de custódia, garantindo o devido processo legal e a segurança das investigações que prosseguem na delegacia especializada.

Contexto de segurança em presídios

O caso reflete a realidade das operações de segurança em unidades prisionais brasileiras, onde ocorrem constantemente tentativas de introdução de entorpecentes e outros ilícitos. O Instituto de Administração Penitenciária do Amapá mantém protocolos rigorosos de revista em visitantes para coibir estas práticas.

A apreensão demonstra a eficácia dos procedimentos de segurança implementados, que conseguem identificar tentativas de contrabando mesmo quando utilizam métodos mais invasivos. As revistas sistemáticas são essenciais para manter a ordem e disciplina nas penitenciárias.

Próximos passos processuais

A mulher presa com droga em presídio de Macapá será julgada pelo crime de tráfico de drogas em liberdade, respeitando a presunção de inocência até sentença condenatória definitiva. O processo seguirá tramitação normal na Justiça Estadual do Amapá com todas as garantias processuais e direito de defesa adequada.

O caso contribui para documentar a atuação das instituições de segurança pública e do sistema judiciário amapaense na contenção do crime organizado e do tráfico de entorpecentes que afeta diversas regiões do país.

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