Moraes decide esta semana sobre prorrogação da domiciliar de Bolsonaro
Ministro Alexandre de Moraes avalia prorrogação da prisão domiciliar de Bolsonaro após apreensão de arma. Defesa nega falta grave e argumenta registro legítimo.

Prazo vencido e avaliação em andamento
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encontra-se em processo de análise para determinar se autoriza a prorrogação da prisão domiciliar de Bolsonaro. A decisão sobre a prorrogação da prisão domiciliar de Bolsonaro deverá ser comunicada nos próximos dias, conforme informações do tribunal. O período de 90 dias estipulado na medida cautelar expirou no dia 25 de novembro, porém o magistrado continua avaliando circunstâncias relevantes antes de se posicionar definitivamente sobre o assunto.
Entre os fatores considerados para a decisão sobre a prorrogação da prisão domiciliar de Bolsonaro está o episódio da apreensão de uma arma de fogo pertencente ao ex-presidente. Este evento ocorreu durante operação da Polícia Militar em Brasília e trouxe questões legais que o ministro deve avaliar cuidadosamente antes de qualquer deliberação.
Critérios para a extensão do benefício
Moraes deve considerar múltiplos aspectos ao analisar a possível extensão da medida cautelar. O estado de saúde do ex-presidente constitui um dos pontos relevantes nesta avaliação. Além disso, o comportamento demonstrado durante os últimos três meses sob regime de prisão domiciliar também será levado em conta na decisão do magistrado.
A expectativa é que os advogados de Bolsonaro compareçam ao STF no início desta semana para discussões específicas sobre o tema. Este encontro poderá oferecer oportunidade para apresentação de argumentos adicionais antes da decisão final sobre a prorrogação.
Posição da defesa sobre a arma apreendida
Os advogados do ex-presidente divulgaram comunicado no sábado afirmando que não existem elementos que justifiquem a negativa de prorrogação. Segundo a defesa, a apreensão da arma não pode ser caracterizada como falta grave, especialmente considerando que a pistola estava com um funcionário responsável pela segurança presidencial.
A defesa sustenta que a arma em questão possui registro adequado e estava na posse de Bolsonaro antes mesmo da condenação e da decretação da prisão domiciliar. Os advogados argumentam ainda que Bolsonaro nunca foi notificado sobre qualquer possível cassação do registro ou início de processo administrativo relacionado à arma, o que tornaria sua manutenção completamente legítima.
Conforme a manifestação apresentada ao tribunal:
