Colômbia realiza segundo turno presidencial entre esquerda e direita
Eleições na Colômbia definem disputa entre candidato de Petro e ultradireitista apoiado por Trump. Confira resultado e principais propostas dos candidatos.

Colômbia realiza segundo turno presidencial entre esquerda e direita
As urnas fecharam neste domingo (21) de junho no segundo turno das eleições na Colômbia, encerrando uma disputa presidencial que mobilizou o país latino-americano e atraiu atenção internacional. O pleito determinou quem governará a nação pelos próximos quatro anos, em uma escolha que representa um ponto de inflexão entre a continuação de políticas progressistas ou uma mudança radical para a direita.
O segundo turno das eleições na Colômbia ocorreu com encerramento às 18h no horário de Brasília, conforme informado pela agência de notícias AFP. Até o momento do fechamento das apurações, não haviam sido divulgadas pesquisas de boca de urna que permitissem indicar a tendência da votação.
Uma disputa internacional com repercussões globais
A eleição se transformou em uma confrontação entre líderes internacionais de peso. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apoiou abertamente Iván Cepeda, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou seu respaldo ao candidato ultradireitista Abelardo de la Espriella. Este cenário transformou o pleito colombiano em um microcosmo das tensões ideológicas que dividem o continente americano.
O potencial resultado pode consolidar uma tendência observada na América Latina nos últimos anos: o fortalecimento de governos conservadores. Caso a Espriella prevaleça, a Colômbia se juntaria a nações como Argentina, Chile e El Salvador, que recentemente elegeram líderes da extrema direita, criando uma nova configuração geopolítica na região.
Os candidatos e suas propostas antagônicas
Iván Cepeda, filósofo de 63 anos e senador com histórico de defesa dos direitos humanos, representa a continuidade do projeto político iniciado por Petro. Durante o primeiro turno, Cepeda enfatizou os avanços sociais conquistados pela atual administração, incluindo aumento do salário mínimo nominal em 75% e redução do desemprego. No entanto, o candidato esquerdista também carrega o peso do desgaste administrativo, particularmente relacionado às dificuldades no combate ao crime organizado e às questões de segurança pública.
Abelardo de la Espriella, advogado de 47 anos com experiência como empresário mas sem antecedentes políticos, apresenta-se como um candidato
