Nos últimos anos, a preocupação com o aumento de casos de doenças que podem ser prevenidas por meio de vacinas tem sido uma pauta constante em todo o mundo. E na Colômbia, um dado tem chamado a atenção das autoridades de saúde: o número de menores que ainda não receberam a vacina tríplice viral.
De acordo com os últimos números divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde (INS), até o momento, existem mais de 600 mil crianças com idades entre 1 e 10 anos que não receberam a vacina contra sarampo, rubéola e caxumba, também conhecida como tríplice viral. Isso representa cerca de 15% da população infantil do país, um número preocupante que pode levar a uma maior incidência dessas doenças.
A vacina tríplice viral é fundamental para proteger as crianças contra essas doenças altamente contagiosas. Além disso, a vacinação é a forma mais eficaz de controle e prevenção dessas enfermidades, pois cria uma imunidade de rebanho, ou seja, quando grande parte da população está vacinada, acaba criando uma barreira para a disseminação do vírus e protegendo até mesmo aqueles que não podem ser vacinados.
Diante deste cenário, é necessário que os pais fiquem atentos à caderneta de vacinação dos seus filhos e que a população em geral compreenda a importância da vacinação para a saúde individual e coletiva. Além disso, é preciso que as autoridades ampliem as ações de conscientização e ampliem a oferta de vacinas em todas as regiões do país.
É importante destacar que a tríplice viral é uma vacina segura e comprovadamente eficaz. Ela é aplicada em duas doses, uma aos 12 meses e a segunda entre 15 meses e 4 anos de idade. No entanto, a falta de informações corretas e a divulgação de fake news tem gerado dúvidas e desconfiança em relação à vacinação.
Muitas vezes, os pais acreditam que a doença não é mais um problema no país e acabam deixando de vacinar seus filhos, o que pode trazer graves consequências não só para a criança, mas também para a comunidade em que ela está inserida.
No entanto, cabe ressaltar que as doenças imunopreveníveis, como o sarampo, têm ressurgido em diferentes partes do mundo, inclusive na América Latina. Em 2019, a Colômbia registrou um aumento significativo de casos de sarampo, com mais de 2000 casos confirmados. E boa parte desses casos foi em crianças que não foram vacinadas.
Diante disso, é fundamental que a sociedade se una no combate à desinformação e na promoção da saúde. As vacinas são um importante avanço da medicina e têm salvado milhões de vidas ao longo dos anos. Negar ou questionar sua eficácia só enfraquece a luta contra essas doenças.
Além disso, é papel do Estado garantir que todas as crianças tenham acesso às vacinas gratuitas e de qualidade. É necessário que as campanhas de vacinação sejam ampliadas e que haja investimento em infraestrutura para garantir que as doses cheguem a todas as regiões do país.
A vacinação é um direito de todas as crianças e uma responsabilidade de toda a sociedade. A saúde e o bem-estar de nossas crianças devem ser uma prioridade e é preciso que todos façam sua parte para que possamos garantir um futuro livre de doenças.
Ainda há um longo caminho a ser percorrido para alcançar a meta de vacinar todas as crianças contra a tríplice viral na Colômbia. Mas é possível reverter essa situação e garantir que nossas crianças




