Papéis da alemã Lufthansa e da dona da British Airways afundam mais de 10%, com receio de limitações a viagens
Nos últimos dias, as ações da Lufthansa e da International Airlines Group (IAG), dona da British Airways, sofreram uma queda de mais de 10% na Bolsa de Valores de Frankfurt. O motivo? O temor de que novas restrições de viagens possam ser impostas devido ao aumento de casos de COVID-19 em diversos países.
A pandemia de coronavírus trouxe grandes desafios para a indústria da aviação, e as empresas aéreas têm enfrentado dificuldades para se manterem em meio a tantas incertezas. Desde o início da crise, em março de 2020, o setor tem sofrido com a diminuição drástica no número de voos e passageiros, resultando em grandes prejuízos financeiros.
E mais uma vez, a perspectiva de novas restrições de viagens ameaça a recuperação do setor. Somente nos últimos três dias, mais de 7 mil voos foram cancelados, no maior caos aéreo desde o início da pandemia. Isso porque muitos países, como Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, estão registrando um aumento nos casos de COVID-19, o que tem levado as autoridades a considerarem medidas mais rígidas para conter a propagação do vírus.
Com isso, a Lufthansa e a IAG, duas das maiores companhias aéreas da Europa, estão sofrendo as consequências. As ações da Lufthansa, que já haviam caído cerca de 40% desde o início do ano, tiveram uma queda adicional de 11% nos últimos dias, enquanto as ações da IAG caíram 12%. Para ambas as empresas, a possibilidade de novas restrições de viagens representa um grande desafio, uma vez que a demanda por voos pode diminuir ainda mais e os custos operacionais continuarão elevados.
Além disso, a Lufthansa ainda enfrenta uma situação delicada com seus funcionários. A empresa está em negociações com os sindicatos para reduzir os salários e as horas de trabalho, como forma de diminuir os custos e garantir sua sobrevivência em meio à crise. No entanto, os sindicatos se opõem a essas medidas, o que pode levar a uma greve em breve, o que seria mais um golpe para a companhia.
Mas não são apenas as empresas aéreas que estão sofrendo com a possibilidade de novas restrições de viagens. Os passageiros também estão preocupados com a situação, principalmente aqueles que têm viagens programadas para os próximos meses. Muitos temem perder seus voos, ter que lidar com as burocracias e transtornos de cancelamentos e remarcações, ou até mesmo ficarem presos em outros países devido a possíveis fechamentos de fronteiras.
Diante desse cenário, é necessário que as autoridades tomem medidas efetivas para conter a propagação do vírus, mas também é preciso que haja equilíbrio para não prejudicar ainda mais a indústria da aviação, que já vem sofrendo há mais de um ano. É importante que sejam encontradas soluções que garantam a segurança dos passageiros e trabalhadores, mas também permitam a retomada gradual das viagens, que são essenciais para a economia global.
Enquanto isso, as empresas aéreas continuam se adaptando e buscando formas de se manterem em meio à crise. Muitas têm investido em medidas de segurança e higiene, para garantir a proteção dos passageiros, e também estão ampliando as opções de remarcação e cancelamento de




