Nos últimos anos, a defasagem da tabela do Imposto de Renda tem sido um assunto recorrente no Brasil. Muitas entidades e especialistas têm alertado sobre a falta de correção integral da tabela, o que acaba resultando em uma elevação da carga tributária para os contribuintes. E, de acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), essa situação tende a piorar ainda mais nos próximos anos.
Segundo o Sindifisco, a defasagem da tabela do Imposto de Renda chegará a 157% até o ano de 2025. Isso significa que, mesmo com a isenção de imposto para aqueles que recebem até R$ 5 mil, a falta de correção integral da tabela fará com que a carga tributária se torne cada vez mais pesada para os brasileiros. Mas afinal, o que isso significa e como isso irá nos afetar?
Antes de mais nada, é importante entendermos o que é a defasagem da tabela do Imposto de Renda. Basicamente, a tabela do IR é corrigida anualmente de acordo com a inflação, para que os contribuintes não tenham perdas em seu poder de compra. No entanto, essa correção tem ficado abaixo da inflação real nos últimos anos, o que significa que os valores da tabela estão desatualizados.
De acordo com o Sindifisco, se a tabela do Imposto de Renda fosse corrigida e acompanhada a inflação desde 1996, a faixa de isenção hoje seria de R$ 7.080,00, ou seja, quase 40% maior que o valor atual de R$ 5 mil. Isso significa que muitos brasileiros que estão hoje isentos, passariam a pagar imposto. Além disso, quem já paga, teria um desconto maior, pois as alíquotas também seriam reduzidas.
A falta de correção integral da tabela do Imposto de Renda afeta principalmente a classe trabalhadora, pois é sobre os rendimentos do trabalho que incide a maior parte da arrecadação. E, em um momento de crise econômica e desemprego, essa sobrecarga faz toda a diferença no bolso do trabalhador.
Para se ter uma ideia, segundo o Sindifisco, um trabalhador com renda de R$ 5 mil hoje paga mais imposto do que um americano que ganha o equivalente a R$ 22 mil. Isso acontece devido à alta carga tributária no Brasil e à falta de correção da tabela do Imposto de Renda.
Mas não é apenas a classe trabalhadora que é afetada pela defasagem da tabela do Imposto de Renda. Os aposentados e pensionistas também sofrem com essa situação. Isso porque, com a falta de correção da tabela, muitos idosos acabam sendo empurrados para faixas de tributação mais altas, o que significa que recebem menos renda líquida para arcar com as despesas de cada mês.
Além disso, a defasagem da tabela do Imposto de Renda também prejudica a economia como um todo. Com o crescimento da carga tributária, os consumidores têm menos dinheiro para gastar, o que afeta diretamente o comércio e a indústria. Ou seja, esse ciclo vicioso acaba prejudicando não só os cidadãos, mas também o país como um todo.
Diante desse cenário, é evidente que a correção da tabela do Imposto de Renda se faz urgente. O Sindifisco vem, há anos, alertando para essa questão e propondo medidas para corrigir essa defasagem. Para o sindicato, é necessário que a correção da tabela seja feita de forma integral, acompanhando a inflação real, e que haja uma mudança na forma de cálculo do imposto,




