O episódio do Olhar Espacial desta semana trouxe à tona um tema que sempre desperta a curiosidade e o medo da humanidade: os cometas apocalípticos. Esses visitantes cósmicos, como o 3I/ATLAS, têm sido objeto de fascínio e especulação há séculos, inspirando tanto a imaginação quanto a pesquisa científica.
Desde os tempos antigos, os cometas têm sido vistos como presságios de eventos catastróficos, como guerras, fome e doenças. E não é difícil entender o porquê. Com sua aparência brilhante e imprevisível, esses corpos celestes sempre foram vistos como mensageiros do desconhecido, trazendo consigo mistério e incerteza.
No entanto, com o avanço da ciência e da tecnologia, nossa compreensão sobre os cometas tem evoluído significativamente. Hoje, sabemos que eles são corpos celestes compostos principalmente de gelo, poeira e rochas, que orbitam o Sol em trajetórias elípticas. Eles são considerados remanescentes da formação do nosso sistema solar, há cerca de 4,6 bilhões de anos.
Mas, apesar de todo o conhecimento que temos sobre os cometas, ainda há muito a ser descoberto. E é aí que entra o 3I/ATLAS, o cometa que está chamando a atenção dos cientistas e do público em geral.
Descoberto em dezembro de 2019, o 3I/ATLAS foi nomeado em homenagem ao sistema de telescópios Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System (ATLAS), que o encontrou. Ele é um cometa de longo período, o que significa que leva mais de 200 anos para completar uma órbita ao redor do Sol. E, de acordo com os astrônomos, ele está se aproximando cada vez mais do nosso planeta.
Mas não precisa entrar em pânico. Apesar de ser classificado como um “cometa apocalíptico”, o 3I/ATLAS não representa nenhuma ameaça para a Terra. Ele passará a uma distância segura de cerca de 115 milhões de quilômetros, o que é mais de 300 vezes a distância entre a Terra e a Lua.
No entanto, isso não significa que ele não seja um objeto de estudo interessante para os cientistas. Com sua órbita incomum e sua composição única, o 3I/ATLAS pode fornecer informações valiosas sobre a formação do nosso sistema solar e até mesmo sobre a origem da vida na Terra.
Além disso, sua passagem próxima à Terra também oferece uma oportunidade única para observá-lo de perto. Com a ajuda de telescópios e outras ferramentas de observação, os astrônomos poderão coletar dados e imagens detalhadas do cometa, o que pode nos ajudar a entender melhor sua estrutura e comportamento.
E não são apenas os cientistas que estão animados com a chegada do 3I/ATLAS. O público em geral também está acompanhando de perto essa visita cósmica. Com as redes sociais e a internet, é possível acompanhar em tempo real as últimas descobertas e imagens do cometa, o que torna essa experiência ainda mais emocionante e acessível para todos.
Portanto, ao invés de temer os “cometas apocalípticos”, devemos abraçar a oportunidade de aprender mais sobre esses visitantes cósmicos e sua influência em nosso sistema solar. Afinal, é graças a eles que temos a chance de expandir nosso conhecimento e nossa compreensão sobre o universo.
E o Olhar Espacial está aqui para nos ajudar nessa jornada. Com sua abordagem acessível e informativa, o programa nos permite acompanhar de perto as últimas descobertas







