O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é um indicador importante para a economia brasileira, pois mede a variação dos preços de bens e serviços no mercado. E na segunda prévia de janeiro, divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi constatado um avanço em todas as principais aberturas que compõem o indicador.
O IGP-M é composto por três índices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que mede a variação dos preços no atacado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), que mede a variação dos preços no varejo, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), que mede a variação dos preços no setor da construção civil.
Na segunda prévia de janeiro, o IGP-M registrou uma alta de 0,44%, ante uma variação de apenas 0,14% em dezembro. Esse resultado foi impulsionado principalmente pelo IPA-M, que passou de 0,12% para 0,45%. Esse índice é considerado o mais importante do IGP-M, pois representa cerca de 60% do indicador total.
A alta do IPA-M foi influenciada principalmente pelos preços dos produtos agropecuários, que subiram 1,03% na segunda prévia de janeiro, ante uma queda de 0,10% em dezembro. Já os produtos industriais tiveram uma variação de 0,23%, ante uma queda de 0,17% no mês anterior.
Outro fator que contribuiu para o avanço do IGP-M foi o IPC-M, que registrou uma alta de 0,38% na segunda prévia de janeiro, ante uma variação de 0,30% em dezembro. Os principais responsáveis por essa alta foram os grupos de alimentação e bebidas, educação, leitura e recreação, e habitação.
Já o INCC-M, que mede a variação dos preços no setor da construção civil, teve uma leve desaceleração, passando de 0,13% em dezembro para 0,11% na segunda prévia de janeiro. Esse resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços dos materiais e equipamentos, que tiveram uma variação de -0,03% na segunda prévia de janeiro, ante uma alta de 0,32% em dezembro.
Esses resultados mostram que a economia brasileira está em um bom momento, com uma inflação controlada e uma recuperação gradual dos preços. Isso é reflexo das medidas adotadas pelo governo para estimular o crescimento econômico e controlar a inflação, como a redução da taxa básica de juros (Selic) e a reforma da Previdência.
Além disso, o avanço do IGP-M também é um indicativo de que a economia está se recuperando da crise causada pela pandemia da Covid-19. Com a retomada das atividades econômicas, os preços estão se ajustando e voltando a subir, o que é positivo para o mercado e para os consumidores.
É importante ressaltar que o IGP-M é um indicador que reflete a realidade do mercado e, portanto, é utilizado como referência para a correção de contratos de aluguel e tarifas de serviços públicos. Com a alta do indicador, é possível que haja um aumento nos preços desses serviços, mas isso é um reflexo da recuperação da economia e não um sinal de descontrole inflacionário.
Em resumo, a segunda prévia de janeiro do IGP-M mostrou um avanço em todas as principais aberturas que compõem o indicador, o que é um indicativo positivo para a economia brasileira. Com uma inflação controlada e




