A infância é uma fase crucial na vida de qualquer ser humano. É nesse período que as bases do desenvolvimento são estabelecidas e que as crianças começam a formar sua personalidade e habilidades. Porém, muitas vezes, a infância é vista apenas como uma fase de brincadeiras e diversão, sendo “esquecida” quando se trata de questões mais sérias, como o desenvolvimento cerebral.
Entre os 6 e 12 anos de idade, acontece o que chamamos de “infância esquecida”. Nessa fase, o cérebro passa por uma série de mudanças e desenvolvimentos que são fundamentais para o futuro da criança. É nesse período que ocorre uma grande quantidade de sinapses, que são as conexões entre os neurônios, permitindo que o cérebro funcione de forma mais eficiente.
Essas sinapses são essenciais para o aprendizado e o desenvolvimento cognitivo. É nessa fase que as crianças começam a desenvolver habilidades como a linguagem, a memória e o raciocínio lógico. Além disso, é nesse período que elas começam a formar sua identidade e a entender o mundo ao seu redor.
No entanto, muitas vezes, essa fase é vista apenas como um período de transição entre a infância e a adolescência, e não recebe a devida atenção e cuidado. Isso pode afetar diretamente o desenvolvimento cerebral das crianças e ter consequências a longo prazo.
Um dos principais fatores que contribuem para essa “infância esquecida” é a falta de estímulos adequados. Muitas crianças não têm acesso a atividades que estimulem o desenvolvimento cognitivo, como leitura, jogos educativos, entre outros. Além disso, a tecnologia tem sido uma grande influência nesse período, com crianças cada vez mais expostas a telas de dispositivos eletrônicos, o que pode prejudicar o desenvolvimento cerebral.
Outro fator importante é a falta de tempo livre para brincar e se divertir. Atualmente, as crianças passam grande parte do seu tempo em atividades extracurriculares, como aulas de idiomas, música, esportes, entre outras. Embora essas atividades sejam importantes, é fundamental que as crianças também tenham tempo livre para brincar e explorar o mundo ao seu redor, o que contribui para o desenvolvimento cognitivo e emocional.
Além disso, a falta de atenção e cuidado com a saúde mental das crianças também pode contribuir para a “infância esquecida”. Problemas como ansiedade, estresse e depressão podem afetar diretamente o desenvolvimento cerebral, prejudicando o aprendizado e o desenvolvimento emocional das crianças.
É importante destacar que a “infância esquecida” não se trata apenas de uma questão individual, mas também é um problema social. É responsabilidade de todos, incluindo pais, educadores e a sociedade como um todo, garantir que as crianças recebam os estímulos e o cuidado necessários para um desenvolvimento saudável.
Felizmente, existem medidas que podem ser tomadas para evitar que a “infância esquecida” continue a ser uma realidade. Uma delas é incentivar atividades que estimulem o desenvolvimento cognitivo, como a leitura, jogos educativos e atividades ao ar livre. Além disso, é importante que os pais e educadores estejam atentos à saúde mental das crianças e ofereçam suporte e cuidado quando necessário.
É fundamental que a infância seja vista como uma fase importante e não apenas como um período de transição. É nessa fase que as bases do desenvolvimento são estabelecidas e que as crianças começam a construir seu futuro. Portanto, é essencial que a “infância esquecida” seja deixada de lado e que as crianças recebam o cuidado e




