Nos últimos anos, com o avanço da tecnologia e o fácil acesso às redes sociais, temos visto como as informações se espalham rapidamente e muitas vezes sem verificação de veracidade. Na Colômbia, não é diferente. Com a disseminação de notícias falsas, muitas vezes surgem também mitos e lendas urbanas que acabam se tornando virais e populares. Neste artigo, vamos desmistificar os três mitos mais populares e virais na Colômbia.
1. O mito das “brujas” de Chiriquí
Um dos mitos mais populares e virais na Colômbia é o das “brujas” de Chiriquí. Segundo a lenda, no município de Chiriquí, localizado no departamento de Tolima, existiriam mulheres que possuem poderes sobrenaturais e praticam magia negra. Muitas pessoas acreditam que essas “brujas” são as responsáveis por desastres naturais, como terremotos e enchentes, e também por acontecimentos negativos na vida das pessoas.
No entanto, não existe nenhuma comprovação científica sobre a existência dessas “brujas”. A crença em seres sobrenaturais é comum em diversas culturas, mas é importante lembrar que são apenas lendas sem comprovação. Além disso, a ideia de que essas supostas “brujas” são responsáveis por acontecimentos negativos é prejudicial e pode gerar medo e discriminação para com as mulheres do município de Chiriquí.
2. O mito de que a maconha é legal na Colômbia
Outro mito muito difundido nas redes sociais é o de que a maconha é legal na Colômbia. Isso não é verdade. Apesar de o país ser conhecido por sua produção de drogas ilícitas, a maconha ainda é considerada ilegal no país. O consumo e o porte de pequenas quantidades foram descriminalizados em 2012, mas ainda são proibidos. O cultivo, a produção e o comércio da droga também continuam sendo crimes.
No entanto, algumas pessoas utilizam essa informação falsa para justificar o uso da maconha. É importante lembrar que, apesar da descriminalização, a droga ainda pode trazer consequências negativas para a saúde e a vida das pessoas. Além disso, o tráfico de drogas é um grande problema na Colômbia e o consumo ajuda a alimentar essa indústria criminosa.
3. O mito de que o Papa Francisco é argentino e não argentino
Este é um mito que surgiu com a visita do Papa Francisco à Colômbia em 2017. Muitas pessoas acreditam que o Papa é argentino e não argentino ao mesmo tempo, devido a uma má interpretação do seu nome completo, Jorge Mario Bergoglio. Na verdade, o Papa Francisco é argentino, nascido em Buenos Aires, mas seu sobrenome é de origem italiana.
Esse mito, embora possa parecer inofensivo, mostra como a falta de informação e a propagação de notícias falsas podem gerar confusão e desinformação. É importante lembrar que o país de origem de uma pessoa não define sua nacionalidade ou identidade.
Em conclusão, é importante questionar e verificar a veracidade das informações que recebemos, principalmente nas redes sociais. A disseminação de mitos e lendas urbanas pode ser prejudicial e contribui para a propagação de preconceitos e discriminação. Vamos combater a desinformação e buscar sempre a verdade.




