O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) vem atuando de forma incisiva para garantir a proteção e os direitos dos cidadãos catarinenses, inclusive em relação às instituições que oferecem acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade. Recentemente, uma recomendação do MPSC chamou a atenção para a necessidade de encerrar as atividades da Comunidade Terapêutica Conviver, localizada em Corupá, após constatar diversas irregularidades em seu funcionamento. Essa medida visa garantir a segurança e o respeito aos direitos dessas pessoas, que estão em busca de apoio e tratamento para transtornos causados pelo uso de álcool e outras drogas.
A Comunidade Terapêutica Conviver foi fundada com o objetivo de oferecer suporte a pessoas que sofrem com a dependência química e que não possuem condições financeiras para buscar tratamentos convencionais. No entanto, após investigação do MPSC, foram constatadas diversas falhas na estrutura e carecimento de profissionais capacitados para lidar com esse tipo de trabalho.
Entre as irregularidades encontradas, destacam-se a falta de alvará de funcionamento, a ausência de equipe técnica qualificada, a inexistência de registro dos moradores da comunidade e a falta de padrões mínimos de higiene e segurança. Além disso, também foi identificada a presença de moradores que se autodenominavam “monitores”, mas que não possuíam qualquer formação ou acompanhamento profissional para lidar com questões relacionadas à saúde mental e dependência química.
Diante dessa grave situação, o MPSC emitiu uma recomendação à Prefeitura de Corupá, solicitando que o município tome providências imediatas para encerrar as atividades da Comunidade Terapêutica Conviver. Essa decisão foi tomada levando em consideração a necessidade de garantir a segurança e a proteção dos moradores da comunidade, bem como a importância de oferecer tratamentos adequados e com profissionais capacitados para lidar com essa delicada questão.
O papel do Ministério Público é fundamental para que sejam garantidos os direitos dos cidadãos, especialmente daqueles em situação de vulnerabilidade. A recomendação enviada à Prefeitura de Corupá é mais uma demonstração do compromisso do MPSC com a sociedade catarinense, buscando sempre a defesa dos direitos fundamentais e o respeito aos valores éticos e morais.
Além disso, é importante ressaltar que a medida adotada pelo MPSC não tem como objetivo fechar todas as comunidades terapêuticas, mas sim garantir que elas funcionem de acordo com as normas estabelecidas, oferecendo o suporte adequado e com profissionais capacitados para lidar com as complexidades do tratamento de dependência química.
É necessário que haja uma fiscalização rigorosa por parte dos órgãos competentes para garantir que essas instituições cumpram as normas e regulamentos estabelecidos. Afinal, a saúde e o bem-estar dos moradores dessas comunidades devem ser prioridade e não podem ser colocados em risco.
Por fim, é importante ressaltar que o MPSC não está agindo com o intuito de prejudicar a Comunidade Terapêutica Conviver, mas sim de garantir a proteção dos seus moradores e o adequado funcionamento da instituição. Espera-se que a Prefeitura de Corupá tome as devidas providências para encerrar as atividades da comunidade, garantindo assim a segurança e o respeito aos direitos dessas pessoas. O Ministério Público de Santa Catarina continuará acompanhando o caso e atuando em prol da população catarinense, sempre buscando







