A espionagem e as ameaças híbridas estão em constante crescimento na Europa, e os especialistas não descartam a possibilidade de ataques que possam resultar em apagões de infraestruturas críticas. Em Portugal e na União Europeia, o problema não é a falta de planejamento, mas sim a falta de consciência dos políticos para colocar em prática as medidas necessárias para combater essas ameaças. “Temos que nos preparar”, afirma o contra-almirante Gameiro Marques. No entanto, é preciso enfrentar uma realidade preocupante: a falta de financiamento para as agências de inteligência.
A espionagem é uma prática antiga, mas que tem vindo a evoluir e se adaptar às novas tecnologias e formas de comunicação. Hoje em dia, a espionagem não se limita apenas a agentes infiltrados e escutas telefônicas, mas também inclui ciberataques e manipulação de informações. Além disso, as ameaças híbridas, que combinam táticas militares, políticas e econômicas, também estão em ascensão, representando um grande desafio para a segurança da Europa.
Em Portugal, a questão da segurança cibernética tem sido uma preocupação crescente. O país já foi alvo de ataques cibernéticos, como o ransomware WannaCry, que afetou empresas e instituições em todo o mundo. Além disso, o relatório do Serviço de Informações de Segurança (SIS) de 2019 revelou que Portugal é alvo de atividades de espionagem e desinformação por parte de países estrangeiros.
Mas, apesar das evidências, muitos políticos ainda não estão conscientes da gravidade da situação. O contra-almirante Gameiro Marques afirma que é preciso mudar essa mentalidade e que é necessário “treinar” para enfrentar essas ameaças. Isso significa investir em recursos humanos, tecnológicos e financeiros para fortalecer as agências de inteligência e garantir a segurança do país.
No entanto, a falta de financiamento é um obstáculo significativo. As agências de inteligência em Portugal e na União Europeia enfrentam restrições orçamentárias que dificultam a implementação de medidas de segurança eficazes. Além disso, a competição por recursos entre as várias agências de segurança também é um problema a ser enfrentado.
As secretas portuguesas, como o Serviço de Informações de Segurança (SIS) e o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), estão cada vez mais alerta para as ameaças cibernéticas e híbridas. No entanto, é necessário um maior apoio financeiro e político para que possam desempenhar efetivamente seu papel na proteção do país.
Outro desafio a ser enfrentado é a falta de conscientização da população em geral sobre a importância da segurança cibernética e das ameaças híbridas. Muitas pessoas ainda não entendem a gravidade dessas questões e não tomam medidas para proteger suas informações pessoais e empresas contra ataques cibernéticos. É necessário um esforço conjunto entre o governo, as agências de inteligência e a sociedade para combater essas ameaças.
A União Europeia tem reconhecido a importância da segurança cibernética e das ameaças híbridas e tem tomado medidas para fortalecer sua defesa. Em 2016, foi criado o Centro de Excelência da UE para a Proteção de Infraestruturas Críticas contra Ameaças Cibernéticas (EU-CERT), que tem como objetivo promover a cooperação entre os países membros e compartilhar informações sobre ameaças cibernéticas. Além disso, a UE tem trabalhado para fort





