Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou os “ótimos” números do emprego após a divulgação dos dados do payroll. De acordo com o presidente, os resultados são reflexo de suas políticas econômicas e demonstram o sucesso de sua administração.
O payroll é um relatório mensal que mede o número de empregos criados nos Estados Unidos, bem como a taxa de desemprego. Em junho, foram criados 224 mil novos postos de trabalho, superando as expectativas dos analistas que previam apenas 160 mil. Além disso, a taxa de desemprego permaneceu em 3,7%, a menor desde dezembro de 1969.
Em sua conta no Twitter, Trump afirmou que os números são “mais ótimos” e que a economia está crescendo e se fortalecendo. Ele ainda destacou que as taxas de juros do país estão extremamente altas em comparação com outros países, o que prejudica a competitividade dos Estados Unidos.
Não é a primeira vez que o presidente americano faz críticas ao Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Ele já afirmou que o Fed deveria reduzir as taxas de juros para estimular ainda mais o crescimento econômico. E, recentemente, voltou a apontar que os EUA deveriam pagar menos por empréstimos.
De fato, a taxa de juros nos Estados Unidos é uma das mais altas entre os países desenvolvidos. Enquanto o Fed mantém a taxa básica de juros entre 2,25% e 2,5%, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão (BoJ) possuem taxas negativas, estimulando o crescimento econômico através do barateamento do crédito.
No entanto, a decisão sobre a política monetária é de responsabilidade do Fed, que se mantém independente das pressões políticas. O presidente da instituição, Jerome Powell, afirmou que a economia americana está em um bom momento e que a taxa de juros será mantida no patamar atual. Ele também citou a possibilidade de uma futura redução caso a economia apresente sinais de enfraquecimento.
Os dados do payroll também reforçam a opinião do Fed de que a economia americana continua forte. O setor de serviços liderou a criação de empregos, com 163 mil novas vagas, seguido pelo setor de construção, com 21 mil, e o setor de manufatura, com 17 mil. Além disso, os salários aumentaram em média 3,1% em relação ao ano anterior, indicando um mercado de trabalho aquecido.
Apesar dos bons resultados, alguns economistas alertam para uma possível desaceleração da economia global, que pode afetar os Estados Unidos. A guerra comercial com a China, as tensões com o Irã e o Brexit são alguns dos fatores que podem impactar a economia mundial e, consequentemente, a economia americana.
No entanto, o otimismo do presidente Trump é compreensível. Desde sua posse, a economia americana vem apresentando crescimento contínuo e a taxa de desemprego tem diminuído gradualmente. Além disso, a reforma tributária aprovada em 2017 tem impulsionado os investimentos e o consumo interno.
É importante destacar que o sucesso da economia americana é resultado de uma combinação de fatores e não apenas das políticas econômicas do governo atual. No entanto, a postura pró-negócios adotada pela administração Trump pode ter contribuído para o crescimento econômico do país.
Em suma, a comemoração do presidente Trump pelos números do emprego é justificada, mas também é preciso reconhecer que a economia é cíclica e está sujeita a influências externas. O importante é continuar trabal





