A inflação de janeiro no Brasil apresentou um cenário misto, com a pressão da gasolina sobre o índice, enquanto a energia elétrica e os alimentos seguraram a alta. Analistas apontam para um cenário de desinflação mais lento, mas a maioria ainda projeta um corte de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,25% em janeiro, abaixo do registrado em dezembro (1,15%). No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,56%, ainda acima da meta estabelecida pelo Banco Central (BC) de 4,5%, mas dentro do limite de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
A principal responsável pela desaceleração da inflação em janeiro foi a gasolina, que apresentou queda de 2,41% em relação a dezembro. Isso se deve, principalmente, à redução do preço do petróleo no mercado internacional e à política de preços da Petrobras, que tem buscado alinhar os preços domésticos aos praticados no mercado externo. No entanto, outros itens também contribuíram para a desaceleração, como a energia elétrica, que apresentou queda de 5,60%, e os alimentos, que tiveram uma leve alta de 0,27%, mas bem abaixo do registrado em dezembro (3,38%).
Apesar da desaceleração da inflação em janeiro, alguns analistas apontam para uma resistência técnica que pode limitar a queda da taxa de juros na próxima reunião do Copom. Isso se deve, principalmente, à alta do dólar e à incerteza em relação às reformas econômicas, que podem afetar a confiança dos investidores e, consequentemente, a inflação. Além disso, a inflação de serviços, que tem maior peso no IPCA, segue em patamares elevados, o que pode dificultar a queda da taxa de juros.
No entanto, a maioria dos analistas ainda acredita em um cenário de desinflação mais lento, o que deve permitir um corte de 0,50 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom, marcada para março. Isso porque, apesar da resistência técnica, a inflação segue abaixo da meta e a economia ainda apresenta sinais de fragilidade, o que justifica uma política monetária mais expansionista.
Além disso, a expectativa é de que a inflação continue desacelerando nos próximos meses, impulsionada pela queda dos preços dos alimentos e pela redução do preço da gasolina. Com isso, a inflação deve encerrar o ano abaixo da meta, o que abre espaço para novos cortes na taxa de juros ao longo do ano.
Para os consumidores, a queda da inflação é uma boa notícia, pois significa que os preços estão mais estáveis e o poder de compra é preservado. Além disso, a redução da taxa de juros pode estimular o consumo e o investimento, o que pode impulsionar a economia e gerar mais empregos.
No entanto, é importante ressaltar que a queda da inflação não é uma garantia de que a economia está se recuperando. Ainda há muitos desafios a serem enfrentados, como a retomada do crescimento econômico e a aprovação das reformas estruturais. Portanto, é fundamental que o governo e o Congresso trabalhem juntos para garantir um ambiente favorável aos investimentos e à geração de empregos.
Em resumo, a inflação de janeiro






