Na manhã desta segunda-feira, moradores da cidade de São Carlos, localizada no Oeste catarinense, foram chocados por um episódio de extrema violência doméstica. Uma mulher de 41 anos, que prefere não ser identificada, escapou por pouco da morte após ser alvo de uma série de agressões físicas e um ataque com arma branca, desferidos pelo seu próprio companheiro, um homem de 26 anos.
De acordo com relatos da vítima e testemunhas, a discussão entre o casal começou na noite anterior e se intensificou durante toda a madrugada. A mulher, que já havia sido vítima de agressões anteriores, chegou a pedir ajuda de vizinhos, mas o agressor ameaçou atacá-los caso eles se intrometessem na briga.
Durante a manhã, a violência atingiu um nível ainda mais assustador. O homem, visivelmente alterado, desferiu golpes com uma faca na direção da mulher. De acordo com a vítima, ele tentou acertar seu coração e sua garganta, mas ela conseguiu se defender e sofreu ferimentos nas mãos, braços e pescoço.
Em um momento de desespero, a mulher conseguiu fugir e pedir socorro em um posto de gasolina próximo. Enquanto isso, o agressor fugiu do local e foi encontrado horas depois, dormindo em sua casa com a faca usada no ataque ao lado da cama.
A mulher foi encaminhada para o hospital e passou por cirurgia para reparar os ferimentos causados pelo ataque. Segundo informações dos médicos, ela passa bem e não corre risco de vida.
Esse não é um caso isolado. Infelizmente, a violência doméstica é uma realidade presente em muitos lares brasileiros. De acordo com dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a cada 4 minutos, uma mulher é agredida no país. E em 2019, foram registrados mais de 180 mil casos de violência doméstica.
É um problema que atinge todas as classes sociais, idades e regiões. E muitas vezes, as mulheres não denunciam a violência por medo ou dependência emocional dos agressores. Por isso, é necessário quebrar o silêncio e buscar ajuda.
O primeiro passo para combater a violência doméstica é conscientizar a população sobre a gravidade do problema e a importância de denunciar. Além disso, é preciso que as autoridades ofereçam apoio e proteção às vítimas, para que elas se sintam encorajadas a denunciar e sair dessa situação.
A Lei Maria da Penha, criada em 2006, foi um avanço importante no combate à violência doméstica. Ela prevê medidas protetivas para as vítimas, como o afastamento do agressor do lar e a proibição de se aproximar ou entrar em contato com a vítima. Além disso, a lei também estabelece penas mais rigorosas para os agressores.
Porém, ainda há muito a ser feito. É preciso que o Estado ofereça mais estrutura e apoio para as mulheres que denunciam a violência e que os agressores sejam responsabilizados por seus atos. Além disso, é fundamental que a sociedade se una para conscientizar e combater a cultura machista que ainda prevalece em nossa sociedade.
Nenhum tipo de violência deve ser tolerado, muito menos a violência doméstica. É necessário que todos nós tenhamos uma postura ativa e solidária, denunciando e apoiando as vítimas. Afinal, é preciso quebrar o ciclo da violência e garantir que as mulheres tenham






