A Polícia Civil de Santa Catarina realizou uma operação que resultou na apreensão de celulares de dois adolescentes investigados por maus-tratos ao cão conhecido como Orelha. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) da capital, com o objetivo de coletar provas e esclarecer o caso que chocou a população catarinense.
O caso do cão Orelha ganhou grande repercussão nas redes sociais após um vídeo ser divulgado mostrando o animal sendo agredido por dois jovens. As imagens causaram indignação e revolta em todo o país, levando a polícia a iniciar uma investigação para identificar os responsáveis pelo ato de crueldade.
Após uma intensa busca, os dois adolescentes foram identificados como os autores do crime. No entanto, no momento das buscas, eles estavam fora do país, o que dificultou a ação da polícia. Mas, mesmo com essa dificuldade, as autoridades não mediram esforços para garantir que os responsáveis pelo ato de violência contra o animal fossem punidos.
Com base nas provas coletadas, a Polícia Civil solicitou à Justiça a apreensão dos celulares dos adolescentes, que foram prontamente autorizadas. Os aparelhos foram recolhidos e serão analisados para verificar se há mais evidências que possam ajudar na investigação.
A ação da polícia foi aplaudida pela população, que se mobilizou nas redes sociais para pedir justiça pelo cão Orelha. Através da hashtag #JustiçaParaOrelha, milhares de pessoas se manifestaram contra o crime e apoiaram a atuação da polícia na busca pelos responsáveis.
Além disso, a apreensão dos celulares dos adolescentes mostra que a polícia está atenta e agindo de forma efetiva para combater a violência contra os animais. A delegada responsável pelo caso, Patrícia Zimmermann D’Ávila, ressaltou a importância da denúncia e da colaboração da população para a resolução do caso.
É preciso lembrar que maus-tratos contra animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98) e pode resultar em pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. A punição também pode ser agravada caso o animal sofra lesões graves ou morra em decorrência dos maus-tratos.
O caso do cão Orelha é mais um exemplo de que a violência contra os animais não será tolerada pela sociedade. Através da atuação da polícia e da mobilização da população, é possível combater esse tipo de crime e garantir que os responsáveis sejam punidos de acordo com a lei.
É importante ressaltar que a crueldade contra os animais não é apenas um problema de ordem moral, mas também de saúde pública. Estudos mostram que pessoas que cometem atos de violência contra animais têm maior propensão a cometer crimes contra seres humanos. Portanto, é fundamental que a sociedade se una para combater esse tipo de comportamento.
A apreensão dos celulares dos adolescentes investigados pelo caso Orelha é um passo importante para a resolução do crime e para a conscientização da população sobre a importância de denunciar casos de maus-tratos contra animais. A polícia continua trabalhando para esclarecer todos os fatos e garantir que a justiça seja feita.
Por fim, é preciso lembrar que os animais merecem respeito e proteção, e que é dever de todos zelar pelo bem-estar e pela integridade desses seres indefesos. A Polícia Civil de Santa Catarina

