No último mês, o setor público consolidado do Brasil registrou um déficit primário de R$ 14,420 bilhões, um valor ligeiramente acima do esperado pelos economistas. Essa notícia pode parecer preocupante à primeira vista, mas é importante entendermos o contexto e as medidas que estão sendo tomadas para lidar com a situação.
Antes de mais nada, é importante explicar o que significa o termo “déficit primário”. Ele se refere à diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem considerar os gastos com os juros da dívida pública. Ou seja, é uma forma de avaliar a saúde das contas públicas de forma mais precisa.
Esse resultado negativo no mês de novembro foi influenciado principalmente pela queda na arrecadação de impostos, devido à crise econômica causada pela pandemia da Covid-19. Com menos atividade econômica, as empresas e os trabalhadores tiveram uma redução em suas rendas, o que impactou diretamente na arrecadação do governo.
No entanto, é importante ressaltar que esse déficit primário não é uma novidade no Brasil. Nos últimos anos, o país tem enfrentado desafios fiscais e, consequentemente, registrado resultados negativos nas contas públicas. Isso se deve, em grande parte, à falta de controle dos gastos e à necessidade de investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.
Mas o que podemos fazer para reverter essa situação? O primeiro passo é entender que o caminho para a recuperação das contas públicas é longo e exige medidas estruturais e responsáveis. É preciso um esforço conjunto do governo, do setor privado e da sociedade para enfrentar esse desafio.
Uma das medidas já adotadas pelo governo é o teto de gastos, que limita o crescimento das despesas públicas à inflação do ano anterior. Essa medida é fundamental para controlar os gastos e evitar que a dívida pública continue aumentando. Além disso, o governo também tem buscado formas de aumentar a arrecadação, como a reforma tributária, que está em discussão no Congresso.
Outra iniciativa importante é a privatização de empresas estatais. Além de reduzir o tamanho do Estado, essa medida pode gerar receitas para o governo e atrair investimentos estrangeiros, o que é fundamental para a retomada do crescimento econômico.
É importante lembrar que a dívida pública bruta do Brasil não é uma das mais altas do mundo, mas ainda assim é uma preocupação. De acordo com dados do Banco Central, ela chegou a 79% do PIB em novembro, um aumento em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, é preciso destacar que esse aumento se deve, em grande parte, à desvalorização do real frente ao dólar.
Por isso, é fundamental que o país também trabalhe na melhoria do ambiente de negócios e na atração de investimentos estrangeiros. Com uma economia mais forte e competitiva, é possível reduzir a dívida pública e, consequentemente, melhorar a situação fiscal do país.
Apesar dos desafios, é importante mantermos uma visão otimista e acreditar que é possível superar essa crise. O Brasil possui uma economia diversificada e um povo empreendedor e resiliente. Com as medidas certas e o esforço de todos, é possível reverter essa situação e colocar o país no caminho do crescimento sustentável.
Portanto, é importante que o governo continue trabalhando para controlar os gastos, aumentar a arrecadação e implementar reformas estruturais. Além disso, é fundamental que a população também faça a sua parte, pagando seus impostos e cobrando transparência e eficiência na gestão dos recursos







