Estudos recentes têm demonstrado que a presença constante de ecrãs em nossas vidas tem um impacto significativo na qualidade das nossas interações humanas. Especialmente entre crianças e jovens, o uso excessivo de dispositivos eletrônicos tem sido associado a uma diminuição na capacidade de se conectar com os outros de forma empática, ouvir ativamente e se expressar verbalmente.
Com o avanço da tecnologia, os ecrãs se tornaram parte integrante do nosso dia a dia. Seja através de smartphones, tablets, computadores ou televisões, estamos constantemente expostos a eles. No entanto, o que muitos não percebem é que essa exposição excessiva pode ter consequências negativas em nossas habilidades sociais e emocionais.
Um dos principais impactos do uso constante de ecrãs é a falta de empatia. A empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro e compreender seus sentimentos e perspectivas. É uma habilidade fundamental para o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis e para a construção de uma sociedade mais empática e solidária. No entanto, estudos têm mostrado que crianças e jovens que passam muito tempo em frente às telas têm dificuldade em entender as emoções dos outros e em se colocar no lugar deles.
Isso acontece porque, ao interagir com dispositivos eletrônicos, não há a presença de expressões faciais, linguagem corporal e outras pistas não verbais que são essenciais para a compreensão das emoções. Além disso, a exposição constante a conteúdos violentos e agressivos nos ecrãs pode levar a uma dessensibilização emocional, tornando mais difícil para as crianças e jovens se conectarem com os sentimentos dos outros.
Outro impacto preocupante do uso excessivo de ecrãs é a diminuição da escuta ativa. A escuta ativa é uma habilidade importante para a comunicação eficaz e para o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis. Ela envolve prestar atenção ao que o outro está dizendo, compreender suas ideias e sentimentos e responder de forma apropriada. No entanto, com a constante distração dos ecrãs, as crianças e jovens estão perdendo a capacidade de se concentrar e ouvir atentamente o que os outros têm a dizer.
Além disso, a exposição constante a mensagens curtas e rápidas nas redes sociais e aplicativos de mensagens pode levar a uma dificuldade em se expressar verbalmente. As crianças e jovens estão cada vez mais acostumados a se comunicar através de emojis e abreviações, o que pode afetar negativamente sua capacidade de se expressar de forma clara e articulada no mundo real.
É importante ressaltar que o uso de ecrãs não é totalmente negativo e pode trazer benefícios, como acesso a informações e ferramentas educacionais. No entanto, é necessário encontrar um equilíbrio saudável entre o tempo gasto em frente às telas e as interações sociais no mundo real.
Então, o que podemos fazer para minimizar os impactos negativos do uso constante de ecrãs? Em primeiro lugar, é importante limitar o tempo de exposição a dispositivos eletrônicos, especialmente para crianças e jovens. Além disso, é essencial incentivar atividades que promovam a interação e a comunicação face a face, como jogos em grupo, esportes e atividades artísticas.
Também é importante ensinar as crianças e jovens sobre a importância da empatia, da escuta ativa e da expressão verbal, e incentivá-los a praticar essas habilidades em suas interações diárias. Além disso, os pais e educadores devem ser modelos positivos, limitando seu próprio tempo







