No último discurso do primeiro-ministro, António Costa, sobre o estado da nação, as reações dos candidatos presidenciais foram distintas. Enquanto alguns focaram na crise na saúde e na desresponsabilização do governo, outros elogiaram o tom positivo do discurso, mas criticaram o timing das reformas e os ciclos curtos de governação.
O candidato do Partido Socialista, António Seguro, destacou a importância de enfrentar a crise na saúde e a necessidade de reforçar o Serviço Nacional de Saúde. Segundo ele, o governo tem falhado na gestão da pandemia e é preciso assumir a responsabilidade e tomar medidas eficazes para proteger a população.
Já André Ventura, candidato do partido Chega, também se concentrou na crise na saúde, mas com uma abordagem mais crítica. Para ele, o discurso do primeiro-ministro foi uma tentativa de desresponsabilizar o governo pelos erros cometidos na gestão da pandemia. Ventura defende que é preciso uma mudança de liderança e uma abordagem mais firme para enfrentar a crise.
A líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, foi uma das vozes mais críticas em relação ao discurso do primeiro-ministro. Para ela, o governo tem falhado em assumir a responsabilidade pela crise na saúde e tem adotado medidas insuficientes para proteger a população. Martins também criticou o governo por não ter apresentado um plano claro para a recuperação económica e social do país.
Por outro lado, os candidatos João Cotrim de Figueiredo, do partido Iniciativa Liberal, e Henrique Gouveia e Melo, ex-coordenador da task force para o plano de vacinação, elogiaram o tom positivo do discurso do primeiro-ministro. Ambos destacaram a importância de uma mensagem de esperança e motivação para o país neste momento difícil.
No entanto, Cotrim de Figueiredo criticou o timing das reformas propostas pelo governo, afirmando que estas deveriam ter sido implementadas há mais tempo. Para ele, o governo tem sido lento na tomada de decisões e isso tem prejudicado a recuperação do país.
Gouveia e Melo, por sua vez, destacou a importância de um planeamento a longo prazo e de uma visão estratégica para enfrentar a crise. Ele também alertou para os ciclos curtos de governação, que muitas vezes impedem a implementação de medidas eficazes e duradouras.
Em resumo, o discurso do primeiro-ministro motivou reações distintas entre os candidatos presidenciais. Enquanto alguns se concentraram na crise na saúde e na desresponsabilização do governo, outros elogiaram o tom positivo da mensagem, mas criticaram o timing das reformas e os ciclos curtos de governação. Resta agora esperar para ver como essas diferentes perspetivas irão influenciar a campanha eleitoral e as decisões futuras do governo.






