A busca por vida fora do nosso sistema solar tem sido um dos maiores desafios da ciência moderna. Desde a descoberta dos primeiros exoplanetas, planetas que orbitam outras estrelas além do nosso Sol, os cientistas têm se dedicado a encontrar um lugar habitável fora da Terra. E agora, uma estrela próxima à Terra pode ser a chave para essa missão.
A estrela em questão é a TRAPPIST-1, localizada a apenas 39 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Aquário. Descoberta em 2016, essa estrela tem chamado a atenção dos pesquisadores por ser um sistema planetário com sete exoplanetas, sendo que três deles estão na chamada “zona habitável”, onde a temperatura é ideal para a existência de água líquida e, possivelmente, vida.
Mas o que torna a TRAPPIST-1 ainda mais interessante é o fato de que ela é uma estrela anã ultrafria, com apenas 8% da massa do nosso Sol. Isso significa que ela é muito mais fria e menos brilhante, o que torna mais fácil a detecção de possíveis planetas ao seu redor. Além disso, essa estrela tem uma atividade magnética intensa, com erupções frequentes que podem ajudar os cientistas a entender melhor como os planetas se formam e evoluem.
Essas erupções, também conhecidas como “superflares”, são explosões de energia que ocorrem na superfície da estrela e podem ser até 10 mil vezes mais intensas do que as erupções solares observadas em nosso próprio sistema solar. E é justamente essa atividade intensa que tem chamado a atenção dos pesquisadores.
Um estudo recente, publicado na revista científica The Astrophysical Journal Letters, analisou as erupções da TRAPPIST-1 e descobriu que elas são muito mais frequentes do que se imaginava. Os cientistas observaram a estrela por 80 dias e registraram 42 erupções, o que significa que elas ocorrem, em média, a cada dois dias.
Essa descoberta é importante porque, além de ajudar a entender melhor a atividade magnética das estrelas anãs ultrafrias, pode ser uma pista para a busca de vida em outros planetas. Isso porque, em nosso próprio sistema solar, a atividade magnética do Sol é essencial para a existência de vida, pois ela protege os planetas dos raios cósmicos e das partículas carregadas que podem ser prejudiciais à vida.
Com a TRAPPIST-1, os cientistas podem estudar de perto como essa atividade magnética afeta os planetas ao seu redor e, consequentemente, a possibilidade de existência de vida nesses mundos distantes. Além disso, as erupções podem fornecer informações valiosas sobre a atmosfera desses planetas, já que elas podem causar mudanças significativas em sua composição.
Mas essa não é a única forma como a TRAPPIST-1 pode ajudar na busca por vida fora da Terra. Como mencionado anteriormente, essa estrela tem sete exoplanetas em sua órbita, sendo que três deles estão na zona habitável. E, de acordo com os cientistas, esses planetas têm características semelhantes às da Terra, como tamanho e composição, o que aumenta ainda mais as chances de existência de vida.
No entanto, ainda há muito a ser descoberto sobre a TRAPPIST-1 e seus planetas. Os pesquisadores estão utilizando telescópios terrestres e espaciais para coletar mais dados e, em breve, o Telescópio Espacial James Webb, da NASA, será lançado e poderá fornecer informações ainda mais precisas sobre esse sistema planetário.
Enquanto isso, a TRAPPI







