Centenas de pessoas marcharam nesta segunda-feira, 25 de novembro, pelas ruas de Lisboa em uma manifestação pacífica e reivindicativa. O objetivo era claro: exigir respostas e medidas concretas para combater a violência contra as mulheres e melhorar a saúde sexual e reprodutiva em Portugal. A mobilização aconteceu no âmbito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, que é celebrado anualmente em todo o mundo.
A marcha foi organizada por várias organizações feministas e contou com a participação de homens e mulheres de todas as idades, que se uniram em um só grito contra a violência de gênero. Com cartazes, faixas e palavras de ordem, os manifestantes percorreram as ruas da capital portuguesa, chamando a atenção da sociedade e do governo para uma questão que afeta milhares de mulheres em todo o país.
A violência contra as mulheres é uma realidade chocante e inaceitável, que não pode mais ser ignorada. Segundo dados recentes do Observatório de Mulheres Assassinadas, só em 2019, já foram registrados 30 casos de feminicídio em Portugal. Além disso, muitas mulheres sofrem diariamente com violências psicológica, física e sexual, que deixam marcas profundas e limitam suas vidas.
Durante a marcha, os manifestantes também denunciaram o estado da saúde sexual e reprodutiva em Portugal, que ainda enfrenta muitos desafios e obstáculos. O acesso a métodos contraceptivos, à informação sobre saúde sexual e à interrupção voluntária da gravidez ainda é uma realidade distante para muitas mulheres. Além disso, a falta de investimento e políticas públicas efetivas dificulta o atendimento adequado às mulheres vítimas de violência sexual.
De acordo com as organizadoras da marcha, é necessário que o governo tome medidas concretas para combater a violência contra as mulheres e garantir o respeito aos seus direitos sexuais e reprodutivos. Entre as principais reivindicações estão a implementação de políticas de prevenção e combate à violência de gênero, a criação de mais centros de atendimento às vítimas e a promoção de campanhas de conscientização e educação.
É preciso que a sociedade como um todo se mobilize e se conscientize sobre a importância de combater a violência contra as mulheres. É inadmissível que em pleno século XXI, ainda tenhamos que lutar por direitos básicos e pela segurança das mulheres. Por isso, é fundamental apoiar e fortalecer a luta feminista, que busca a igualdade de gênero e o fim de todas as formas de violência e opressão.
A marcha em Lisboa foi apenas uma das muitas ações que aconteceram em todo o país no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Outras manifestações e debates foram realizados em cidades como Porto, Coimbra e Faro, mostrando que a luta pela igualdade de gênero é uma pauta urgente e necessária.
É preciso que o governo e a sociedade em geral se engajem cada vez mais nessa luta, reconhecendo a gravidade da violência contra as mulheres e tomando medidas efetivas para combatê-la. Não podemos mais tolerar uma realidade em que mulheres são mortas, agredidas e silenciadas todos os dias. Juntos, podemos construir uma sociedade mais justa e igualitária para todas e todos.







