A população de linces ibéricos, uma das espécies mais icônicas da Península Ibérica, tem enfrentado um sério declínio nas últimas décadas, colocando-a em perigo de extinção. No entanto, há uma luz no fim do túnel para esses majestosos felinos, graças aos esforços de conservação que estão sendo realizados para aumentar o número dessa espécie ameaçada. De acordo com especialistas, para alcançar um “estado de conservação favorável” do lince ibérico, será necessário atingir uma população de pelo menos 4.500 a 6.000 indivíduos, com pelo menos 1.100 fêmeas reprodutoras. Um grande desafio, mas não impossível.
O lince ibérico é uma espécie endêmica da Península Ibérica, encontrada principalmente na Espanha e em Portugal. Com sua pelagem característica, orelhas pontiagudas e olhos marcantes, esses animais são uma verdadeira maravilha da natureza. Infelizmente, sua população tem diminuído acentuadamente ao longo dos anos, principalmente devido à destruição do seu habitat, caça ilegal e doenças. Em meados dos anos 90, acredita-se que havia menos de 100 linces ibéricos restantes em estado selvagem. Uma situação preocupante para uma espécie que já foi abundante na região.
Mas, graças aos esforços de conservação, essa tendência está mudando. Em 2002, foi lançado um programa de conservação para o lince ibérico, envolvendo várias organizações governamentais e não-governamentais, com o objetivo de preservar e aumentar a população da espécie. E os resultados são encorajadores. Segundo o último censo, realizado em 2019, o número de linces ibéricos em estado selvagem aumentou para cerca de 800 indivíduos. Um grande salto em relação às décadas anteriores.
No entanto, especialistas alertam que ainda há um longo caminho pela frente para garantir a sobrevivência a longo prazo do lince ibérico. Para isso, é necessário alcançar um “estado de conservação favorável” da espécie, de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). E isso significa alcançar uma população de pelo menos 4.500 a 6.000 indivíduos, distribuídos em diferentes subpopulações, com pelo menos 1.100 fêmeas reprodutoras.
Para alcançar esse objetivo, é necessário continuar e fortalecer os esforços de conservação já em curso, além de enfrentar alguns desafios. Um dos principais é a necessidade de aumentar o tamanho e a qualidade do habitat do lince ibérico. A espécie é bastante exigente em relação ao seu habitat, que deve ser composto por uma variedade de cobertura vegetal, como matagais, áreas arbustivas e florestas de pinheiros, além de uma abundância de presas, como coelhos e lebres. Portanto, é essencial garantir a proteção e a gestão adequada desses habitats para atender às necessidades do lince ibérico.
Outro desafio é a redução da ameaça de doenças, como a peritonite infecciosa felina, que tem afetado a população da espécie nos últimos anos. Para isso, é necessário monitorar de perto os linces, especialmente aqueles que vivem em cativeiro, e implementar medidas preventivas para garantir que eles não sejam afetados por doenças infecciosas.
Além disso, é importante continuar a implementação de projetos de reintrodução do lince ibérico em novas áreas de seu habitat histórico, bem como em novas







