O índice geral do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, registrou uma queda de 0,24% no mês de setembro e de 0,9% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior. Esses números, divulgados pelo Banco Central, apontam para uma desaceleração da economia brasileira e trazem à tona questionamentos sobre os motivos por trás dessa queda.
Uma das principais causas apontadas é o aumento da taxa básica de juros, a Selic. Desde o início do ano, o Banco Central vem elevando gradualmente a Selic, atualmente em 12,5%, com o objetivo de controlar a inflação. Porém, essa medida também tem impacto direto na economia, uma vez que encarece o crédito e diminui o consumo das famílias e os investimentos das empresas.
Além disso, os estímulos à demanda, como o programa de auxílio emergencial e as medidas de crédito do governo, que impulsionaram a economia em 2020, já não têm o mesmo efeito neste ano. Com o término do auxílio emergencial e a redução dos programas de crédito, a demanda por bens e serviços tem diminuído, afetando diretamente a atividade econômica.
No entanto, é importante ressaltar que essa queda no IBC-Br não reflete necessariamente uma recessão econômica. O próprio Banco Central alertou que essa prévia do PIB não é um indicador confiável, pois não leva em conta alguns componentes importantes, como o setor de serviços, que representa cerca de 70% do PIB brasileiro.
Além disso, outros indicadores econômicos, como a produção industrial e as vendas no varejo, têm apresentado resultados positivos, indicando uma recuperação gradual da economia. A expectativa é que, com a retomada da vacinação em massa e o avanço das reformas estruturais, o país possa voltar a crescer de forma consistente.
É importante ressaltar também que, mesmo com a desaceleração do PIB, o Brasil ainda se encontra em uma posição privilegiada em relação a outros países emergentes. Enquanto muitas economias ainda lutam para se recuperar dos impactos da pandemia, o Brasil já mostra sinais de retomada, mesmo que em ritmo mais lento.
Além disso, é preciso destacar que a economia brasileira tem mostrado resiliência e capacidade de se adaptar a cenários adversos. Mesmo diante de uma crise sanitária sem precedentes, o país conseguiu manter sua produção e exportações em alta, além de atrair investimentos estrangeiros. Isso mostra a confiança dos investidores na economia brasileira e sua capacidade de se recuperar.
Outro fator positivo é a melhora nas contas públicas, com a redução do déficit fiscal e a aprovação de reformas importantes, como a da Previdência e a administrativa. Essas medidas são essenciais para a sustentabilidade das contas públicas e para a retomada do crescimento econômico no longo prazo.
Portanto, apesar da prévia do PIB fraca, é importante manter o otimismo e acreditar na capacidade do Brasil de superar os desafios e retomar o crescimento. O país tem um enorme potencial e recursos naturais abundantes, além de uma população empreendedora e criativa. Com o apoio do governo e a confiança dos investidores, é possível superar essa fase e construir um futuro promissor para todos.
Em resumo, o índice geral do IBC-Br registrou uma contração no mês e no terceiro trimestre de 2025, mostrando os impactos da Selic e o esgotamento dos estí






