No mês de novembro, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou uma leve alta de 0,18%, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado veio em linha com as expectativas do mercado e representa uma aceleração em relação ao mês anterior, quando o indicador apresentou deflação de 0,61%. No acumulado do ano, o IGP-10 registrou uma deflação de 0,80%, mas em 12 meses, apresentou uma pequena alta de 0,34%.
Esses números são muito importantes para a economia do país, pois o IGP-10 é considerado um dos principais indicadores de inflação do Brasil. Ele é composto por três subíndices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado e possui o maior peso no cálculo do índice; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede os preços no varejo; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que mede os preços no setor de construção civil.
A alta do IGP-10 em novembro foi influenciada principalmente pelo IPA, que registrou um aumento de 0,25%, após três meses consecutivos de queda. Já o IPC e o INCC apresentaram variação de 0,24% e 0,10%, respectivamente. Entre os produtos que mais contribuíram para a alta do IPA estão a soja em grão, que apresentou uma elevação de 4,34%, e o minério de ferro, com alta de 3,91%.
Mesmo com essa leve aceleração, o resultado do IGP-10 ainda se mantém dentro do esperado pelo mercado e não deve causar grandes impactos na economia. O Banco Central, por exemplo, já havia divulgado em sua última ata que a expectativa para a inflação em 2019 é de ficar abaixo da meta, que é de 4,25%. Além disso, a inflação acumulada em 12 meses ainda está abaixo do centro da meta, que é de 4,5%.
Para os consumidores, essa é uma boa notícia, pois a inflação controlada significa que os preços não estão subindo de forma descontrolada. Isso pode refletir em uma maior estabilidade nos preços dos produtos e serviços, além de não impactar negativamente no poder de compra da população. Também é importante ressaltar que a inflação baixa é um sinal de que a economia está se recuperando de forma gradual e sustentável.
Outro ponto positivo é que a inflação controlada pode ser um indicativo para que o Banco Central reduza ainda mais a taxa básica de juros, a famosa Selic. Com a inflação baixa, o Banco Central pode optar por cortar a Selic para estimular o consumo e o investimento. Atualmente, a Selic está em 5% ao ano, o menor patamar da história, e as expectativas são de que ela continue caindo nos próximos meses.
Além disso, a deflação acumulada no ano pode ser um reflexo da melhora da economia. Com a retomada do crescimento, as empresas tendem a aumentar a produção e a concorrência entre elas pode fazer com que os preços caiam, beneficiando os consumidores. Outro fator que contribui para a deflação é a queda no preço dos combustíveis, que vem sendo observada nos últimos meses.
Portanto, podemos concluir que o resultado do IGP-10 em novembro é mais um indicativo de que a economia brasileira está se recuperando de forma gradual e sólida. A inflação controlada, aliada a outras medidas econômicas adotadas pelo governo, pode trazer mais estabilidade e confiança para o mercado, atraindo investimentos e impulsion







