Você provavelmente ouviu falar sobre os diferentes tipos de sangue, como A, B, AB e O. E é comum pensar que o grupo O é apenas mais um na lista. Afinal, é apenas uma letra solitária, certo? Errado. Na verdade, o termo correto é “grupo zero”, e não “grupo O”. Parece uma simples letra, mas não é. Neste artigo, vamos entender por que o sangue “grupo O” não existe e por que é importante usar o termo correto.
Antes de entrar nos detalhes do porquê, vamos primeiro entender um pouco mais sobre os diferentes tipos de sangue. O sistema de classificação sanguínea ABO é o mais conhecido e é baseado em dois antígenos presentes na superfície dos glóbulos vermelhos: antígeno A e antígeno B. O tipo de sangue de uma pessoa é determinado pelos antígenos que ela possui.
O grupo A tem o antígeno A, o grupo B tem o antígeno B, o grupo AB possui ambos os antígenos e o grupo O não possui nenhum antígeno. Isso significa que o tipo de sangue O é universal, ou seja, pode doar para qualquer grupo sanguíneo, mas só pode receber sangue do mesmo tipo. Já os tipos A, B e AB possuem antígenos que são reconhecidos pelo sistema imunológico, tornando-os mais restritos em termos de transfusão de sangue.
Mas se o grupo O é conhecido e reconhecido por ser universal, qual é o problema em chamá-lo de grupo O? A resposta está na história por trás desse termo. No início, quando os grupos sanguíneos foram descobertos, o grupo O era conhecido como “grupo zero”. A letra “O” vem da palavra “null” em latim, que significa zero. Isso se deve ao fato de que o sangue do grupo O não possui nenhum antígeno na superfície de seus glóbulos vermelhos.
No entanto, com o tempo, o termo “grupo O” começou a ser usado, provavelmente por razões de praticidade e simplicidade. Mas o problema é que esse termo errôneo pode causar confusão e até mesmo problemas para os pacientes. Imagine que uma pessoa do grupo A recebe uma transfusão de sangue de uma pessoa do grupo O. Embora o tipo de sangue seja compatível, a pessoa pode desenvolver uma reação imunológica, pois seu corpo irá reconhecer o antígeno O como “estranho”.
Além disso, em situações de emergência, em que o tempo é essencial e não há tempo para testar o tipo de sangue de um paciente, o uso do termo “grupo O” pode levar a erros e complicações. Por exemplo, se um paciente do grupo A receber sangue do “grupo O” sem saber que, na verdade, é do “grupo zero”, pode causar uma reação imunológica grave.
Apesar de ser um erro comum, é importante enfatizar a diferença entre o termo errado e o correto. Utilizar o termo “grupo zero” é uma questão de precisão e segurança na área da saúde. Ele garante que a informação seja transmitida corretamente e que o paciente receba a atenção adequada para o seu tipo de sangue.
Além disso, é importante notar que esse erro não é apenas na linguagem falada, mas também é comum em documentos médicos e registros de pacientes. Isso pode causar problemas graves em situações de emergência, como mencionado anteriormente.
Outro ponto a ser considerado é a conscientização sobre a importância da doação de sangue. Apenas cerca de 4% da população brasileira doa sangue regularmente, mas a necessidade é muito maior. E com o uso do termo incorreto, pode haver uma comp







