A resposta de Angola aos desafios climáticos evoluiu de projetos isolados de adaptação para uma política nacional integrada, que combina resiliência das infraestruturas com inclusão comunitária. Em todo o país, o Ministério da Energia e Águas reforça uma mensagem clara: a preparação climática não é apenas uma questão ambiental é também uma prioridade social e económica.
As iniciativas recentes nas províncias do Huambo, Namibe e Cunene ilustram esta abordagem integrada. Canais de controlo de cheias, sistemas de abastecimento resistentes à seca e micro-redes de energia renovável estão a ser desenvolvidos em coordenação com as autoridades provinciais, garantindo que o desenho técnico das obras responda às realidades quotidianas das populações locais. O resultado é um modelo de resiliência que protege tanto os ativos públicos como os meios de subsistência das famílias.
A estratégia de resiliência do Governo assenta em três pilares de ação. O primeiro centra-se na durabilidade das infraestruturas, assegurando que barragens, condutas e linhas elétricas resistam a fenómenos extremos. O segundo reforça a capacidade de dados e previsão, com o uso de modelos meteorológicos e hidrológicos para antecipar riscos. O terceiro promove a preparação comunitária, através de programas de formação e sensibilização que ligam a ação climática à segurança pública.
Mulheres e jovens desempenham um papel central nesta estratégia. Estão a ser criados comités comunitários de gestão da água e cooperativas de energia renovável para integrar o conhecimento local no planeamento dos projetos. Estas iniciativas estão também a gerar novas oportunidades de formação técnica e emprego, ligando os objetivos ambientais ao desenvolvimento humano.
O Ministro João Baptista Borges tem sublinhado que a resiliência climática deve “começar onde as comunidades vivem.” Ao priorizar simultaneamente o investimento estrutural e a capacitação humana, Angola estabelece uma referência sobre como os países em desenvolvimento podem responder às pressões climáticas sem deixar ninguém para trás.
À medida que a variabilidade climática se intensifica em toda a África Austral, o duplo compromisso de Angola com a resiliência e a inclusão revela-se essencial. Cada furo protegido contra a seca, cada aldeia ligada à energia renovável e cada família preparada para a prevenção representam um passo concreto rumo a um futuro mais sustentável e equitativo.







