As estruturas são elementos fundamentais para a construção de edifícios e outras obras de engenharia, mas você sabia que elas também podem ser usadas para fins muito mais surpreendentes? É verdade, as estruturas podem ser usadas para colher água do ar de desertos, capturar dióxido de carbono, armazenar gases tóxicos e até mesmo catalisar reações químicas. Essas aplicações inovadoras das estruturas estão revolucionando a forma como lidamos com questões ambientais e demonstram o potencial incrível dessas construções.
Uma das aplicações mais promissoras das estruturas é a colheita de água do ar em regiões desérticas. Em muitas partes do mundo, a água é um recurso escasso e precioso, especialmente em áreas onde as chuvas são raras e a vegetação é escassa. No entanto, o ar do deserto contém uma quantidade significativa de umidade, que pode ser capturada e transformada em água potável. Isso pode ser feito através de estruturas chamadas de “condensadores de água atmosférica”, que utilizam materiais como zeólita ou sílica para absorver a umidade do ar e transformá-la em água líquida.
Essas estruturas são especialmente úteis em regiões onde a água é escassa e a demanda é alta, como em comunidades remotas ou campos de refugiados. Além disso, elas são uma alternativa sustentável e econômica para a dessalinização da água do mar, que é um processo caro e que consome muita energia. A colheita de água do ar também pode ser uma solução para a escassez de água em grandes cidades, onde a demanda por água potável é cada vez maior.
Outra aplicação importante das estruturas é a captura de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. O CO2 é um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global e sua concentração na atmosfera está aumentando a um ritmo alarmante. Para combater esse problema, cientistas e engenheiros têm desenvolvido estruturas capazes de absorver o CO2 do ar e armazená-lo de forma segura.
Uma dessas estruturas é o “coletor de ar direto”, que utiliza um material chamado de “hidróxido de cálcio” para capturar o CO2. O processo é semelhante ao da cal hidratada, que é usada na construção civil, mas nesse caso a reação química transforma o CO2 em um composto sólido, que pode ser armazenado ou utilizado para a produção de outros materiais. Essas estruturas podem ser instaladas em áreas com alta concentração de CO2, como próximo a indústrias ou usinas termelétricas, e ajudam a reduzir a emissão desse gás nocivo à atmosfera.
Além disso, as estruturas também podem ser usadas para armazenar gases tóxicos, como o metano. O metano é um gás de efeito estufa ainda mais potente do que o CO2 e é liberado em grande quantidade em aterros sanitários e em processos industriais. Para evitar que esse gás seja liberado na atmosfera, as estruturas podem ser utilizadas para armazená-lo de forma segura e até mesmo transformá-lo em energia. Isso é possível através de processos de decomposição anaeróbica, que transformam o metano em biogás, uma fonte de energia limpa e renovável.
Além de todas essas aplicações ambientais, as estruturas também podem ser utilizadas para catalisar reações químicas. A catálise é um processo que acelera uma reação química sem ser consumida por ela, e é de






