Na Universidade Católica, na cidade de Roma, o bispo D. Erik Varden proferiu um discurso que trouxe à tona uma reflexão profunda sobre o verdadeiro significado do amor. Com palavras sábias e inspiradoras, ele defendeu que “aprender a amar é a capacidade de ver os outros sem dizer que são nossos, sem usá-los para sugar a sua vitalidade”.
Ao mencionar essa afirmação, o bispo nos convida a refletir sobre a forma como nos relacionamos com as pessoas ao nosso redor. Muitas vezes, enxergamos o outro como uma extensão de nós mesmos, como uma posse, e isso acaba nos levando a usar essas pessoas para satisfazer nossas próprias necessidades e interesses. Mas será que isso é amor de fato?
É preciso lembrar que o amor verdadeiro não é egoísta, não busca vantagens ou benefícios pessoais. O amor é altruísta, é generoso, é capaz de se doar sem esperar nada em troca. É essa a essência do ensinamento do bispo D. Erik Varden: amar é enxergar o outro como um ser único e precioso, e não como um meio para suprir nossas carências.
Em um mundo tão individualista e competitivo, muitas vezes nos esquecemos de que somos seres sociais e que precisamos uns dos outros para viver. Aprendemos desde cedo a nos preocupar apenas com nós mesmos e a buscar apenas o nosso próprio sucesso. Mas ao adotarmos esse modo de vida, acabamos nos fechando em uma bolha e perdemos a oportunidade de cultivar relacionamentos verdadeiros e significativos.
Amar é uma capacidade que precisa ser desenvolvida e exercitada diariamente. É preciso aprender a olhar para além de nós mesmos e ver o outro de forma genuína, sem julgamentos ou interesses ocultos. Afinal, como podemos dizer que amamos alguém se não somos capazes de respeitar suas opiniões, suas escolhas, sua individualidade?
O bispo D. Erik Varden também nos lembra que o amor não é um sentimento passageiro, mas sim uma ação contínua. É preciso demonstrar amor através de gestos, atitudes e palavras. E isso não se aplica apenas às nossas relações pessoais, mas também às nossas relações com a sociedade e com o mundo.
Amar é também saber perdoar e compreender as imperfeições do outro. É entender que todos estamos em constante evolução e que cada um tem seu próprio caminho a seguir. Amar é respeitar as diferenças e aceitar as limitações.
Na conferência, o bispo D. Erik Varden também abordou a importância de amar a si mesmo. Pois, só é possível amar o outro verdadeiramente quando aprendemos a nos amar em primeiro lugar. E isso não significa ter uma autoestima inflada ou ser egocêntrico, mas sim cultivar um amor próprio baseado na aceitação, na gratidão e no cuidado com o nosso bem-estar físico, emocional e espiritual.
Mas como podemos aprender a amar dessa forma? O bispo nos dá uma dica valiosa: através do silêncio e da contemplação. Quando nos permitimos ficar em silêncio e olhar para o nosso interior, somos capazes de enxergar com mais clareza e compreender melhor nossos sentimentos e emoções. É nesse momento que aprendemos a nos desapegar de nós mesmos e a olhar para o outro de forma mais amorosa e empática.
Em tempos onde as relações humanas estão cada vez mais superficiais e as pessoas se tornam cada vez mais isoladas, as palavras do bispo D. Erik Varden são um chamado à reflexão e à mudança de comportamento. Aprender







