A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu recentemente derrubar as tarifas “recíprocas” impostas pelo presidente Donald Trump. A medida, que visava igualar as taxas alfandegárias de outros países às cobradas pelos EUA, foi considerada inconstitucional pelos juízes, que afirmaram que o poder de estabelecer tarifas cabe exclusivamente ao Congresso americano.
No entanto, essa decisão não significa o fim das disputas comerciais entre os EUA e outros países. Logo após a decisão da Suprema Corte, Trump anunciou a criação de uma nova tarifa de 15% sobre produtos importados, e dessa vez, não são apenas os produtos da China que serão afetados. A nova cobrança será aplicada a países da União Europeia, Reino Unido e Turquia, mas curiosamente, o Brasil ficou de fora dessa lista.
Essa nova tarifa de 15% será aplicada a partir de 1º de setembro e irá afetar mais de 3 mil produtos, totalizando cerca de US$ 7,5 bilhões em mercadorias. A justificativa de Trump para a criação dessa nova tarifa é a mesma de sempre: a proteção da indústria americana e o equilíbrio da balança comercial do país. Mas o que isso significa para o Brasil e como ficam as relações comerciais entre os dois países?
Em primeiro lugar, é importante destacar que o Brasil é um dos principais parceiros comerciais dos EUA na América Latina. Segundo dados do Ministério da Economia, em 2019, o Brasil exportou US$ 29 bilhões em produtos para os EUA e importou US$ 28,7 bilhões. Ou seja, existe uma balança comercial equilibrada entre os dois países, o que pode ter sido um dos motivos para a exclusão do Brasil da lista de tarifas do presidente americano.
Além disso, o Brasil tem uma relação histórica de aliança e cooperação com os EUA, o que pode ter pesado na decisão de Trump. Nos últimos meses, os dois países têm trabalhado juntos em diversas áreas, como a segurança regional, a luta contra o crime organizado e a defesa dos direitos humanos.
Outro fator que pode ter influenciado a exclusão do Brasil é o acordo comercial que está sendo negociado entre os dois países. Trump tem sido um forte defensor da parceria entre EUA e Brasil e o acordo pode ser visto como uma forma de reforçar essa relação.
No entanto, isso não significa que o Brasil está totalmente imune às tarifas impostas pelo governo americano. Com a criação de uma nova taxa, os produtos brasileiros podem ficar mais caros e perder competitividade no mercado internacional. Além disso, outros setores da economia também podem ser afetados, como o turismo e os investimentos estrangeiros.
Mas nem tudo são más notícias. O Brasil tem a oportunidade de aproveitar esse momento para fortalecer ainda mais suas relações comerciais com outros países. Com o mercado americano ficando mais restrito, é possível que outros países se interessem pelos produtos brasileiros e com isso, abrir novas oportunidades de negócios e parcerias.
Além disso, o Brasil pode aproveitar para investir em sua própria indústria, buscando a diversificação e a ampliação de sua produção. Com o mercado internacional cada vez mais volátil, é importante que o país tenha uma economia forte e independente, capaz de se adaptar a possíveis mudanças no cenário mundial.
Portanto, a decisão da Suprema Corte e a criação de uma nova tarifa por parte de Trump podem ter consequências negativas para o Brasil, mas também podem ser encaradas como uma oportunidade para o país fortalecer suas relações comerciais e sua economia. É hora de olhar para o futuro com otimismo e buscar soluções criativas e inovadoras







