Recentemente, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia tem sido um dos assuntos mais discutidos na mídia e na política brasileira. Enquanto alguns estados do país já sentem os impactos positivos desse acordo, outros ainda estão buscando maneiras de se beneficiar com essa nova parceria. E é justamente nesse contexto que surgem os estados que são chamados de “onças brasileiras”, inspirados nos famosos Tigres Asiáticos: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Mas afinal, o que são essas “onças brasileiras” e por que elas têm potencial de crescer com o acordo Mercosul-UE? Vamos explorar mais a fundo esse conceito e entender como esses estados podem se tornar grandes protagonistas no cenário econômico e comercial do país.
O termo “onças brasileiras” foi criado com base no conceito dos Tigres Asiáticos, que são um grupo de quatro países (Cingapura, Coreia do Sul, Hong Kong e Taiwan) que, a partir da década de 1960, apresentaram um crescimento econômico impressionante e se tornaram referência em desenvolvimento e competitividade. Assim como os Tigres Asiáticos, os estados brasileiros que compõem as “onças brasileiras” possuem características semelhantes que podem impulsionar seu crescimento.
Um desses fatores é a localização geográfica estratégica desses estados. Todos estão próximos a portos e aeroportos e possuem uma grande extensão territorial, o que facilita o escoamento de mercadorias e o acesso a diferentes mercados. Além disso, esses estados também possuem uma infraestrutura adequada para receber investimentos, o que pode atrair empresas estrangeiras e aumentar a competitividade local.
Outro ponto importante é a diversidade econômica desses estados. Todos possuem uma grande variedade de atividades econômicas, como agricultura, pecuária, indústria e serviços, o que possibilita uma maior resiliência em momentos de crise e uma maior capacidade de se adaptar às mudanças do mercado. Essa diversidade também é um fator que pode atrair mais investimentos e aumentar a geração de empregos nessas regiões.
Além disso, esses estados também têm uma mão de obra qualificada e uma boa infraestrutura educacional, o que é fundamental para o desenvolvimento econômico a longo prazo. Com profissionais capacitados e instituições de ensino de qualidade, essas “onças brasileiras” podem atrair empresas que buscam mão de obra qualificada e investir em novas tecnologias e inovação.
Outro fator importante é a abundância de recursos naturais nesses estados. Mato Grosso, por exemplo, é um dos maiores produtores de grãos do país, enquanto o Espírito Santo é responsável pela maior produção de petróleo do Brasil. Esses recursos podem ser explorados de forma sustentável e gerar mais riqueza para a região, além de atrair investimentos estrangeiros interessados em utilizar esses recursos.
Com o acordo Mercosul-UE, esses estados têm ainda mais oportunidades de crescimento. O acordo prevê a redução de tarifas e a eliminação de barreiras comerciais entre os países, o que pode facilitar a exportação de produtos brasileiros para a Europa e aumentar a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional. Além disso, o aumento do fluxo de investimentos estrangeiros pode ser um grande impulso para o desenvolvimento desses estados.
No entanto, é importante ressaltar que o crescimento dessas “onças brasileiras” não depende apenas do acordo Mercosul-UE. É necessário que haja um planejamento estratégico

