Nos últimos meses, muito se tem falado sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia e como ele pode impactar a economia brasileira. Entre as diversas discussões, um conceito vem ganhando destaque: o das “onças brasileiras”. Inspirado nos famosos Tigres Asiáticos, esse termo abrange os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que possuem grande potencial de crescimento e desenvolvimento econômico a partir desse acordo.
Mas afinal, o que são as “onças brasileiras” e por que elas têm sido tão mencionadas ultimamente? Esse termo é uma referência aos Tigres Asiáticos, que são um grupo de países que tiveram um forte crescimento econômico nas últimas décadas, como Singapura, Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong. Esses países se destacaram por adotarem políticas econômicas liberais e por investirem em educação, infraestrutura e tecnologia, o que os permitiu crescer a taxas muito superiores à média mundial.
Assim como os Tigres Asiáticos, as “onças brasileiras” são vistas como os estados brasileiros que têm grande potencial para crescer e se desenvolver, principalmente a partir do acordo entre Mercosul e União Europeia. Com a abertura de novos mercados e a possibilidade de aumentar as exportações, esses estados têm a oportunidade de fortalecer suas economias e se tornarem ainda mais competitivos internacionalmente.
Um dos principais fatores que contribuem para esse potencial é a diversidade econômica desses estados. Mato Grosso, por exemplo, é o maior produtor de soja do país, enquanto que Santa Catarina é referência na produção de aves e suínos. Já Minas Gerais é um dos maiores produtores de café e Espírito Santo se destaca na produção de petróleo e gás. Com essa diversidade, esses estados têm a capacidade de se adaptar às demandas do mercado e aproveitar as oportunidades que surgem.
Outro ponto importante é a localização estratégica desses estados. Com o acordo entre Mercosul e União Europeia, as exportações para o bloco europeu devem aumentar significativamente, e os estados que fazem fronteira com países como Argentina, Paraguai e Uruguai, como Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, serão beneficiados por essa proximidade geográfica.
Além disso, esses estados possuem uma mão de obra qualificada e infraestrutura para atrair investimentos estrangeiros. Com a melhora no ambiente de negócios e a abertura de novos mercados, é esperado que haja um aumento nos investimentos nessas regiões, o que pode gerar empregos e impulsionar ainda mais a economia local.
Porém, para que as “onças brasileiras” possam realmente aproveitar esse potencial e se tornarem os novos Tigres Asiáticos, é necessário que haja um comprometimento dos governos locais em promover as reformas necessárias para tornar o ambiente de negócios ainda mais atrativo. É preciso também investir em educação e capacitação profissional, para que a mão de obra acompanhe o crescimento econômico e tecnológico que se espera nessas regiões.
Ainda que haja desafios a serem enfrentados, é inegável que o acordo entre Mercosul e União Europeia traz grandes oportunidades para o Brasil, em especial para esses estados que são considerados as “onças brasileiras”. Se o país conseguir aproveitar esse momento e implementar as medidas necessárias, podemos sim nos tornar um novo grupo de Tigres, com uma economia forte e competitiva no cenário internacional.
Portanto, é importante que os govern





