Mais de metade das mulheres presas em Portugal apresentam sintomas de ansiedade, depressão ou stress pós-traumático e cerca de oito em cada dez são mães, segundo dados do projeto “Women Behind Bars”. Esses números alarmantes revelam uma realidade preocupante e que precisa ser discutida e abordada pela sociedade.
O projeto “Women Behind Bars” é uma iniciativa que tem como objetivo estudar e analisar a situação das mulheres encarceradas em Portugal. Através de entrevistas e questionários, foi possível traçar um perfil dessas mulheres e entender melhor as suas necessidades e dificuldades.
Uma das principais conclusões do projeto é que a grande maioria das mulheres presas são mães. Isso significa que, além de estarem privadas de liberdade, elas também estão afastadas de seus filhos e famílias. Essa separação pode ser extremamente dolorosa e traumática, tanto para as mães quanto para as crianças.
Além disso, mais da metade dessas mulheres apresentam sintomas de ansiedade, depressão ou stress pós-traumático. Isso é um reflexo das condições precárias e desumanas em que vivem dentro do sistema prisional. A falta de assistência médica e psicológica adequada agrava ainda mais a situação dessas mulheres, que muitas vezes já enfrentam problemas de saúde mental antes mesmo de serem presas.
É importante ressaltar que a maioria dessas mulheres não cometeu crimes violentos. Muitas delas estão presas por delitos relacionados ao tráfico de drogas, que é uma consequência direta da desigualdade social e da falta de oportunidades. Isso mostra que o sistema prisional precisa ser repensado e que é preciso investir em políticas de prevenção e reinserção social.
Além disso, é fundamental que haja uma atenção especial às mães encarceradas. A separação de uma mãe e seus filhos é uma situação extremamente delicada e que pode trazer consequências graves para o desenvolvimento emocional das crianças. É preciso garantir que essas mulheres tenham acesso a visitas regulares e a programas que promovam o vínculo com seus filhos.
Outro ponto importante é a necessidade de oferecer tratamento adequado para as mulheres que apresentam sintomas de ansiedade, depressão ou stress pós-traumático. A saúde mental deve ser tratada com a mesma importância que a saúde física, e isso inclui as mulheres encarceradas.
É preciso também combater o estigma e a discriminação que muitas vezes são direcionados às mulheres presas. Elas já estão em uma situação de vulnerabilidade e não devem ser ainda mais marginalizadas pela sociedade. É fundamental que haja uma mudança de mentalidade e que essas mulheres sejam tratadas com respeito e dignidade.
O projeto “Women Behind Bars” é um passo importante para trazer à tona essa realidade e para promover a conscientização sobre a situação das mulheres encarceradas em Portugal. É preciso que o governo e a sociedade como um todo se mobilizem para garantir que essas mulheres tenham seus direitos respeitados e que recebam o apoio necessário para se reintegrarem à sociedade após o cumprimento de suas penas.
É importante lembrar que essas mulheres são mães, filhas, irmãs e que merecem uma segunda chance. É preciso oferecer oportunidades de educação, trabalho e reinserção social para que elas possam reconstruir suas vidas e serem exemplos positivos para seus filhos e para a sociedade.
Em suma, os dados apresentados pelo projeto “Women Behind Bars” são alarmantes e mostram a necessidade urgente de uma mudança no sistema prisional em Portugal. É preciso garantir que as mulheres encarceradas tenham acesso a tratamento adequado para sua saúde mental, que sejam respeitadas e que tenham a oportunidade

