Cientistas descobrem exatamente como foi a passagem do 3I/ATLAS perto do Sol e quais os efeitos disso no cometa interestelar
No início de 2020, um cometa interestelar chamado 3I/ATLAS foi descoberto pelos astrônomos. Ele chamou a atenção da comunidade científica por ser o primeiro cometa a ser detectado vindo de fora do nosso sistema solar. Desde então, os cientistas têm estudado esse objeto misterioso para entender melhor sua origem e composição. E recentemente, uma equipe de pesquisadores conseguiu desvendar os segredos do 3I/ATLAS, graças à sua passagem próxima ao Sol.
O cometa 3I/ATLAS foi descoberto em dezembro de 2019 pelo sistema de telescópios ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), localizado no Havaí. Ele foi nomeado 3I, que significa “interstellar” (interestelar), pois sua órbita indicava que ele veio de fora do nosso sistema solar. Além disso, o cometa também foi apelidado de “Borisov”, em homenagem ao astrônomo amador que o descobriu.
Desde sua descoberta, os cientistas têm acompanhado o 3I/ATLAS em sua jornada em direção ao Sol. E em maio de 2020, o cometa atingiu seu ponto mais próximo do astro, a uma distância de cerca de 37 milhões de quilômetros. Essa passagem foi crucial para os pesquisadores, pois permitiu que eles coletassem dados e informações valiosas sobre o cometa.
Uma das principais descobertas feitas pelos cientistas foi a composição do 3I/ATLAS. Eles conseguiram identificar a presença de moléculas de cianeto de hidrogênio e monóxido de carbono em sua cauda, o que indica que o cometa é composto principalmente por gelo e poeira. Além disso, os pesquisadores também encontraram traços de água e poeira orgânica, o que sugere que o 3I/ATLAS pode ter se formado em um ambiente semelhante ao nosso sistema solar.
Outra descoberta importante foi a forma do cometa. Os cientistas esperavam que ele tivesse uma forma alongada, como a maioria dos cometas, mas ficaram surpresos ao descobrir que o 3I/ATLAS tem uma forma mais esférica. Isso pode indicar que ele passou por algum tipo de processo de fragmentação ou colisão em sua jornada pelo espaço.
Além disso, a passagem do 3I/ATLAS pelo Sol também permitiu que os cientistas medissem sua velocidade e trajetória com mais precisão. Eles descobriram que o cometa está viajando a uma velocidade de cerca de 32 quilômetros por segundo e que sua órbita é hiperbólica, o que significa que ele não está preso ao nosso sistema solar e continuará sua jornada pelo espaço interestelar.
Mas talvez a descoberta mais surpreendente tenha sido a detecção de um “vento solar” no 3I/ATLAS. Os cientistas observaram que o cometa estava emitindo partículas carregadas, semelhantes às que são expelidas pelo Sol. Isso sugere que o 3I/ATLAS pode ter sido formado em um sistema estelar com uma estrela semelhante ao nosso Sol.
Essas descobertas são extremamente importantes para a compreensão dos cometas interestelares e sua origem. Até agora, apenas dois cometas interestelares foram detectados em nosso sistema solar, e o 3I/ATLAS é o primeiro a ser estudado de perto. Isso nos dá uma oportunidade única de aprender mais sobre esses







