A defasagem da tabela do Imposto de Renda tem sido um tema muito discutido nos últimos anos. Para aqueles que não estão familiarizados com o termo, a defasagem é o atraso na correção da tabela do Imposto de Renda, o que faz com que os contribuintes paguem mais impostos do que deveriam. E segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), essa defasagem pode chegar a um aumento de 157% até o ano de 2025.
De acordo com a entidade, mesmo com a isenção de até R$ 5 mil, a falta de correção integral da tabela do Imposto de Renda tem elevado a carga tributária dos brasileiros. Isso porque, ao não atualizar a tabela de acordo com a inflação, o governo está obrigando os contribuintes a pagarem mais impostos a cada ano.
Atualmente, a tabela do Imposto de Renda é corrigida apenas de forma parcial, considerando apenas a inflação do ano anterior. Isso significa que, mesmo com a correção, os contribuintes acabam pagando mais impostos do que no ano anterior. Além disso, a faixa de isenção está congelada desde 2015, o que faz com que mais pessoas entrem na faixa de tributação a cada ano.
Para se ter uma ideia da dimensão dessa defasagem, em 1996, a alíquota máxima de Imposto de Renda era de 25%. Hoje, ela é de 27,5%, e a faixa de isenção está muito abaixo do valor de mercado. Isso é um reflexo direto da falta de correção da tabela, que tem gerado uma carga tributária cada vez maior para os brasileiros.
Segundo o Sindifisco, a solução para esse problema seria a correção integral da tabela, de acordo com a inflação acumulada desde 1996. Isso geraria um alívio para os trabalhadores e uma justiça tributária maior. Além disso, seria mais vantajoso para o governo, já que o aumento de renda dos contribuintes resultaria em um aumento do consumo e, consequentemente, da arrecadação.
No entanto, acredita-se que essa atualização não será feita de forma imediata, pois geraria um rombo nas contas públicas. Mas é importante ressaltar que essa correção é urgente e necessária para garantir que a classe trabalhadora não seja ainda mais prejudicada pela alta carga tributária do país.
Em meio a todas essas discussões, é preciso lembrar que a carga tributária brasileira é uma das mais altas do mundo. Segundo o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil ocupa a terceira posição no ranking de países com a maior carga tributária em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Esse cenário é prejudicial para o desenvolvimento econômico do país e para a população em geral.
Além disso, a falta de correção da tabela do Imposto de Renda gera uma sensação de injustiça social, já que as alíquotas são as mesmas para todas as faixas de renda. Isso acaba sobrecarregando os contribuintes de menor renda, que são os mais afetados com a alta carga tributária.
Diante de todo esse cenário, fica evidente a importância de uma revisão na tabela do Imposto de Renda. É preciso que a correção seja feita de forma justa e que leve em consideração a realidade econômica do país. Além disso, é fundamental que haja uma fiscalização mais rigorosa para garantir que os recursos arrecadados sejam destinados para o bem-estar da população.
Por fim, é necessário ressaltar que a defasagem da tabela do Imposto de Renda é um problema que afeta diretamente a

