No dia 10 de março, uma grande marcha foi convocada pelo setor camponês da Venezuela em protesto contra a detenção do presidente Nicolás Maduro. Milhares de manifestantes, vestidos em sua maioria em tons de verde, se reuniram nas ruas de Caracas para expressar sua indignação com a prisão do líder venezuelano.
A marcha foi organizada pelo Movimento Nacional dos Camponeses (MNC), que representa os interesses dos trabalhadores rurais do país. Eles foram apoiados por outros grupos de defesa dos direitos humanos e organizações políticas, que se uniram em solidariedade ao presidente Maduro.
Os manifestantes marcharam em direção ao Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, carregando cartazes e faixas com mensagens de apoio a Maduro e de repúdio à interferência estrangeira na política do país. Eles também entoaram gritos de ordem, como “Donald Trump, não vais conseguir o que queres”, em referência às tentativas do presidente dos Estados Unidos de derrubar o governo de Maduro.
A prisão de Nicolás Maduro ocorreu no dia 5 de março, após o Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN) invadir sua residência. Maduro foi acusado de conspiração e traição à pátria, em um suposto plano para derrubar o governo e assassinar líderes políticos. No entanto, o presidente venezuelano nega veementemente essas acusações e afirma que tudo faz parte de uma tentativa de golpe liderada pelos Estados Unidos.
A detenção de Maduro foi amplamente condenada pela comunidade internacional, com países como Rússia, China e Cuba expressando seu apoio ao presidente e pedindo pelo respeito à soberania da Venezuela. Além disso, organizações de direitos humanos e líderes políticos de todo o mundo também se manifestaram contra a prisão de Maduro e pediram pela sua libertação imediata.
A marcha do setor camponês foi uma demonstração poderosa de apoio a Maduro e de repúdio à interferência externa na política da Venezuela. Os manifestantes destacaram a importância de defender a democracia e a soberania do país, e rejeitaram as tentativas de desestabilização promovidas por forças estrangeiras.
Além disso, a marcha também foi uma oportunidade para os trabalhadores rurais da Venezuela expressarem suas preocupações com a situação econômica do país. A inflação galopante e a escassez de alimentos e medicamentos têm afetado severamente a população, especialmente os mais pobres. Os camponeses exigiram medidas do governo para enfrentar esses problemas e garantir melhores condições de vida para todos os venezuelanos.
No final da marcha, os líderes do MNC entregaram um documento ao governo, no qual reiteraram seu apoio a Maduro e pediram pelo respeito à democracia e à Constituição da Venezuela. Eles também exigiram a libertação imediata do presidente e a garantia de seus direitos humanos.
A marcha contra a detenção de Nicolás Maduro foi um ato de resistência e solidariedade, que mostrou a força do povo venezuelano em defesa de sua soberania e de seu presidente. Os manifestantes reafirmaram seu compromisso com a democracia e com a luta contra qualquer forma de interferência estrangeira em seu país. Eles também enviaram uma mensagem clara para o mundo: a Venezuela não se curvará às pressões e continuará lutando por sua independência e autodeterminação.







