No dia 8 de janeiro, o candidato presidencial André Ventura, do partido Chega, percorreu a região do Minho em busca de votos para as eleições presidenciais de 2021. Durante a sua campanha, Ventura foi confrontado com o recuo do seu adversário, o também candidato Cotrim de Figueiredo, sobre um eventual apoio na segunda volta das eleições. Esta situação levantou questões sobre o discurso moderado de Ventura nesta campanha eleitoral e o impacto que isso pode ter no resultado final.
O recuo de Cotrim de Figueiredo foi anunciado após uma reunião com o candidato do Chega, onde discutiram a possibilidade de uma eventual aliança na segunda volta das eleições presidenciais. No entanto, Figueiredo decidiu não avançar com o apoio, afirmando que não queria ser associado ao discurso extremista de Ventura. Esta decisão foi vista como uma tentativa de Figueiredo de se distanciar do Chega e de se posicionar como um candidato mais moderado.
Esta situação levantou a questão sobre se Ventura está a moderar o seu discurso nesta campanha eleitoral. Desde o início da sua candidatura, o líder do Chega tem sido conhecido pelo seu discurso polémico e controverso, que tem gerado muita controvérsia e críticas. No entanto, nos últimos meses, Ventura tem tentado suavizar o seu discurso e apresentar-se como um candidato mais moderado e capaz de unir os portugueses.
Durante a sua campanha no Minho, Ventura mostrou-se confiante e determinado em conquistar o voto dos eleitores da região. Em declarações à imprensa, o candidato afirmou que o Minho é uma região importante para o Chega e que acredita que pode conquistar muitos votos nesta zona do país. Ventura também aproveitou a oportunidade para reforçar a sua mensagem de combate à corrupção e à criminalidade, temas que têm sido centrais na sua campanha.
No entanto, apesar de apresentar um discurso mais moderado, Ventura não deixou de lado as suas ideias mais controversas. Durante a sua campanha no Minho, o candidato defendeu a criação de uma polícia municipal armada, a redução da idade da reforma para os 60 anos e a saída de Portugal da União Europeia. Estas ideias têm sido alvo de críticas por parte de outros candidatos e de vários setores da sociedade portuguesa.
Apesar das críticas e da tentativa de se apresentar como um candidato mais moderado, Ventura continua a ser um dos candidatos mais polémicos desta campanha eleitoral. No entanto, é inegável que o líder do Chega tem vindo a conquistar cada vez mais apoiantes e a aumentar a sua popularidade. De acordo com as últimas sondagens, Ventura encontra-se em terceiro lugar nas intenções de voto, atrás de Marcelo Rebelo de Sousa e Ana Gomes.
O dia em que Ventura andou pelo Minho na caça ao voto foi mais um exemplo da sua determinação em conquistar o eleitorado português. Apesar das críticas e da polémica que o rodeia, o candidato do Chega continua a atrair a atenção dos media e dos eleitores, o que pode ser um fator decisivo no resultado final das eleições presidenciais.
Em conclusão, o recuo do adversário Cotrim de Figueiredo sobre um eventual apoio na segunda volta das eleições presidenciais levantou questões sobre o discurso moderado de André Ventura nesta campanha eleitoral. Apesar de tentar suavizar o seu discurso, o líder do Chega continua a ser um candidato polémico






