Israel decidiu revogar a licença de 37 organizações humanitárias que atuam em Gaza e na Cisjordânia, incluindo entidades tão importantes como a Oxfam e os Médicos Sem Fronteiras. Essa decisão tem gerado controvérsia e preocupação entre os defensores dos direitos humanos e as organizações envolvidas, que temem pelo impacto que isso terá na população que depende de sua ajuda nessas regiões.
A decisão foi anunciada pelo governo israelense no último dia 12 de setembro, e tem como justificativa a alegação de que essas organizações estariam “apoiando o terrorismo” e “dificultando a paz”. Segundo o Ministro da Defesa de Israel, Naftali Bennett, essas medidas são necessárias para garantir a segurança do país e combater as “atividades anti-israelenses” que estariam sendo promovidas por essas organizações.
Essa atitude do governo israelense tem levantado questionamentos e críticas por parte da comunidade internacional, que vê isso como uma forma de restringir o trabalho humanitário e minar a ajuda aos palestinos que vivem em situação de vulnerabilidade nessas regiões. A Oxfam, que atua há mais de 60 anos na Palestina, afirmou que essa decisão é um “golpe devastador” para as comunidades que dependem de sua ajuda.
Além disso, a revogação das licenças dessas organizações também pode afetar o acesso à saúde e outros serviços básicos para a população palestina, especialmente em meio à pandemia da COVID-19. Os Médicos Sem Fronteiras, que atuam em Gaza desde 1989, disseram que essa decisão pode ter “consequências desastrosas” para a população que já enfrenta uma crise humanitária.
Essas organizações humanitárias são responsáveis por fornecer assistência médica, alimentos, água e abrigo para milhares de palestinos que vivem em condições precárias nessas regiões. Seu trabalho é fundamental para garantir condições básicas de sobrevivência e atender às necessidades daqueles que são mais afetados pelo conflito entre Israel e Palestina.
Além disso, essas organizações também têm um papel importante na defesa dos direitos humanos e no monitoramento das violações cometidas por ambos os lados do conflito. A revogação de suas licenças pode impedir a divulgação dessas violações e a cobrança por justiça e responsabilização.
Diante dessa situação, é importante ressaltar que essas organizações não têm nenhum envolvimento com atividades terroristas ou anti-israelenses. Pelo contrário, elas trabalham para promover a solidariedade e a paz em uma região marcada por conflitos e tensões. Suas ações são guiadas por princípios humanitários e têm um impacto positivo na vida de milhares de pessoas.
Por isso, a decisão de revogar suas licenças é um retrocesso na luta por uma Palestina mais justa e igualitária. Além disso, pode gerar um vácuo na ajuda humanitária nessas regiões, o que terá consequências graves para a população que depende desses serviços.
É importante ressaltar que a Oxfam e os Médicos Sem Fronteiras não estão sozinhas nessa luta. Diversas organizações e países têm se manifestado contra essa decisão e mostrado seu apoio a essas entidades e ao povo palestino. A União Europeia, por exemplo, emitiu uma nota condenando a medida e destacando a importância do trabalho dessas organizações na promoção da paz e dos direitos humanos.
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