Com as altas temperaturas registradas em grande parte do Brasil, São Paulo bate mais um recorde e alcança a maior temperatura para o mês de dezembro, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No último domingo (13), a estação meteorológica convencional do Inmet no Mirante de Santana marcou impressionantes 36,3 °C às 15h (horário de Brasília), superando o registro anterior de 35,4 °C, em 2015.
O recorde de temperatura para dezembro é mais uma prova dos efeitos das mudanças climáticas e do aumento da temperatura global. E não é só São Paulo que está sentindo o calor intenso, outras cidades do país também têm se deparado com altas temperaturas neste período do ano. E, de acordo com os especialistas, isso pode se tornar cada vez mais frequente.
Mas o que explica esse aumento de temperatura? Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o principal fator é o aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, que formam uma camada que retém parte do calor do sol, causando o aquecimento global. Outro fator é o fenômeno climático conhecido como “El Niño”, que aumenta a temperatura das águas do Pacífico, influenciando diretamente no clima de vários países.
No entanto, a falta de ação por parte dos governantes e da sociedade para combater as mudanças climáticas também contribui para esse cenário preocupante. A falta de investimentos em políticas ambientais e o desmatamento, por exemplo, são fatores que intensificam o aquecimento global.
O aumento da temperatura em São Paulo também traz impactos diretos na saúde da população, especialmente de pessoas mais sensíveis, como crianças e idosos. O calor excessivo pode causar desidratação, insolação e outros problemas de saúde, além de prejudicar a qualidade do sono e trazer desconforto para atividades do dia a dia. É importante lembrar que a exposição prolongada ao sol e às altas temperaturas pode ser prejudicial, portanto, é fundamental manter a hidratação, evitar a exposição direta ao sol e buscar locais com sombra e ventilação.
Além dos efeitos na saúde, o calor também impacta na economia. Com o aumento da temperatura, aumenta também o consumo de energia elétrica para a utilização de ar condicionado e ventiladores, o que pode gerar sobrecarga no sistema elétrico e até mesmo falhas no fornecimento de energia. E não podemos esquecer das consequências para a agricultura, já que o clima quente e seco pode afetar o rendimento das plantações e trazer prejuízos para o setor.
Diante deste cenário, é fundamental que cada um faça a sua parte para combater as mudanças climáticas e seus efeitos. Pequenas mudanças de hábito, como reduzir o uso de energia elétrica, optar por meios de transporte sustentáveis e diminuir o consumo de carne, podem ter um grande impacto na diminuição das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, é necessário que os governos adotem medidas e políticas efetivas para combater o aquecimento global e garantir um futuro mais sustentável.
No entanto, enquanto não vemos mudanças concretas, podemos aproveitar os dias mais quentes de forma consciente. Priorizar atividades ao ar livre nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde pode ser uma forma de aproveitar o calor sem prejudicar a saúde. E que tal aproveitar para fazer atividades em família, como um piquenique no parque ou um dia de praia? Mas lembre-se de respeitar as medidas de distanciamento e prevenção contra a Covid-19.
Apesar dos recordes de temperatura e das preocupações relacionadas ao aquec







