A taxa de juros é um dos principais instrumentos utilizados pelo Banco Central para controlar a economia de um país. Quando a taxa de juros está alta, o crédito fica mais caro e, consequentemente, o consumo e os investimentos são reduzidos. Por outro lado, quando a taxa de juros está baixa, o crédito fica mais acessível e estimula o consumo e os investimentos. No Brasil, a taxa de juros é definida pela Selic, que é a taxa básica de juros da economia.
No entanto, existe uma taxa de juros que é pouco conhecida pela maioria das pessoas, mas que é de extrema importância para o entendimento da economia do país: a taxa de juros teórica. Essa taxa serve como um referencial para entender em qual patamar a Selic deixa de frear a economia e passa a estimulá-la. E recentemente, o ex-diretor do Banco Central, Carlos Viana de Carvalho, afirmou que a taxa de juros teórica do Brasil deveria ser de 8%, e não de 5% como é atualmente.
Essa declaração foi feita durante o evento “Economia em Perspectiva”, promovido pelo ASA (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais). Segundo Carvalho, a taxa de juros teórica é um indicador importante para entender o comportamento da economia brasileira, e que a desancoragem fiscal exige um juro estrutural mais alto.
Mas afinal, o que é essa taxa de juros teórica e por que ela é tão importante? A taxa de juros teórica é uma taxa de equilíbrio, ou seja, é o nível de juros que a economia precisa para crescer de forma sustentável, sem gerar inflação. Ela é calculada a partir de diversos fatores, como o crescimento econômico, a inflação, o nível de endividamento do governo, entre outros.
No Brasil, a taxa de juros teórica é utilizada como uma referência para a definição da Selic pelo Banco Central. Quando a Selic está abaixo da taxa de juros teórica, significa que a economia está sendo estimulada, pois os juros estão mais baixos do que o necessário para manter a inflação sob controle. Por outro lado, quando a Selic está acima da taxa de juros teórica, significa que a economia está sendo freada, pois os juros estão mais altos do que o necessário para conter a inflação.
A importância da taxa de juros teórica fica ainda mais evidente quando analisamos o cenário atual da economia brasileira. Com a pandemia do coronavírus, o Banco Central reduziu a Selic para o patamar histórico de 2%, a fim de estimular a economia e evitar uma recessão ainda maior. No entanto, essa redução da Selic para um nível tão baixo pode gerar desequilíbrios econômicos no futuro, como o aumento da inflação e a desvalorização da moeda.
Por isso, a declaração de Carlos Viana de Carvalho é tão relevante. Segundo ele, a taxa de juros teórica do Brasil deveria ser de 8%, o que significa que a Selic deveria estar em um patamar mais alto do que o atual. Essa afirmação é baseada em uma análise mais profunda da economia brasileira, que leva em consideração não apenas a situação atual, mas também as perspectivas futuras.
Além disso, Carvalho também ressaltou a importância de uma política fiscal mais responsável por parte do governo. A desancoragem fiscal, que é quando o governo gasta mais do que arrecada, exige uma taxa de juros mais alta para conter os efeitos negativos na economia. E é exatamente isso que estamos vivenciando no Brasil, com um alto n







