O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), também conhecido como Transtorno Bipolar, é uma condição mental que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a sexta principal causa de incapacidade em todo o mundo. No entanto, apesar de sua prevalência, muitas pessoas ainda não conhecem bem essa condição e suas consequências.
O TAB é caracterizado por extremos de humor, variando entre períodos de mania e depressão. Durante a fase de mania, a pessoa pode ser energética, agitada e impulsiva. Já na fase de depressão, pode-se sentir triste, desesperançada e sem energia. Essas flutuações de humor podem causar dificuldades significativas na vida cotidiana e nos relacionamentos. É uma condição que requer tratamento adequado e contínuo, mas com o tratamento certo, as pessoas com TAB podem levar uma vida plena e produtiva.
Causas Genéticas do TAB
Não há uma causa única para o Transtorno Bipolar, mas pesquisas mostram que a genética pode desempenhar um papel fundamental. O TAB tende a ocorrer em famílias, o que sugere que há um componente genético. Além disso, estudos com gêmeos mostraram que os genes podem ser responsáveis por até 80% do risco de desenvolver TAB. No entanto, é importante notar que ter uma predisposição genética para o TAB não garante que alguém desenvolverá a doença. Outros fatores, como estresse, traumas e problemas de saúde mental, também podem desempenhar um papel importante.
Sintomas de Mania e Depressão no TAB
Como mencionado anteriormente, o TAB é caracterizado pela alternância entre fases de mania e depressão. No entanto, os sintomas específicos podem variar de pessoa para pessoa. Na fase de mania, os sintomas incluem:
– Sensação de euforia e felicidade excessivas
– Aumento de energia e atividade física
– Fala acelerada e pensamentos acelerados
– Comportamento impulsivo e irresponsável
– Aumento da libido
– Pouca necessidade de dormir
– Irritabilidade e agressividade
– Grandiosidade e pensamentos de grandeza
Já na fase de depressão, os sintomas incluem:
– Tristeza profunda e persistente
– Perda de interesse em atividades antes apreciadas
– Fadiga e falta de energia
– Mudanças no apetite e no peso
– Dificuldade de concentração e tomada de decisões
– Sentimentos de culpa e inutilidade
– Pensamentos suicidas
É importante ressaltar que nem todas as pessoas com TAB experimentam os mesmos sintomas e que eles podem variar em gravidade.
Diagnóstico e Tratamento do TAB
O diagnóstico do TAB é feito por um profissional de saúde mental, como um psiquiatra ou psicólogo. Eles farão uma avaliação completa, que inclui perguntas sobre histórico médico, história familiar e sintomas. Às vezes, testes laboratoriais, como exames de sangue ou ressonância magnética, também podem ser solicitados para descartar outras condições que possam estar causando os sintomas.
Uma vez que o diagnóstico é confirmado, o tratamento pode ser iniciado. O tratamento do TAB geralmente envolve uma combinação de medicamentos e terapias, como a psicoterapia. Os medicamentos mais comumente usados são estabilizadores de humor, que ajudam a controlar os extremos de humor. Antidepressivos e antipsicóticos também podem ser prescritos em alguns casos.
Além disso, a psicoterapia é uma parte importante do tratamento, pois ajuda a pessoa a entender melhor seus pensamentos e emo






