A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) é um encargo tarifário que está presente na conta de luz de todos os brasileiros que consomem energia elétrica. Ele foi criado em 2002 com o objetivo de financiar políticas públicas e programas do setor elétrico, como a universalização do acesso à energia, a promoção da eficiência energética e a expansão da geração de energia renovável.
Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a CDE deve ter um aumento significativo nos próximos anos, chegando a R$ 52,7 bilhões em 2026. Esse valor representa um aumento de 72% em relação ao montante atual, que é de cerca de R$ 30,6 bilhões.
A principal justificativa para o aumento da CDE é o aumento dos custos de geração de energia, que vem sendo impactado pela crise hídrica que atinge o país. Com a falta de chuvas, as usinas hidrelétricas não estão produzindo energia suficiente, o que obriga o acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras. Além disso, a pandemia de Covid-19 também teve impacto na arrecadação do setor elétrico, o que aumentou ainda mais a necessidade de recursos para a CDE.
Mas é importante destacar que a CDE é um encargo fundamental para o desenvolvimento do setor elétrico e para a melhoria da qualidade de vida da população. Com os recursos arrecadados, é possível financiar programas que beneficiam diretamente os consumidores, como o Luz para Todos, que leva energia elétrica para áreas rurais e comunidades isoladas, e o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa), que promove a diversificação da matriz energética brasileira.
Além disso, a CDE também é responsável por financiar a Tarifa Social de Energia Elétrica, que concede descontos na conta de luz para famílias de baixa renda, e o Programa de Eficiência Energética, que tem como objetivo incentivar o uso racional e consciente da energia elétrica.
Mesmo com o aumento previsto, a CDE ainda representa apenas cerca de 7% do valor total da conta de luz. E é importante ressaltar que esse encargo é rateado por todos os consumidores de energia elétrica do país, ou seja, é diluído entre milhões de pessoas, o que torna o impacto individual praticamente imperceptível.
Além disso, é possível que o aumento da CDE seja compensado por outras medidas, como a adoção de bandeiras tarifárias, que indicam o nível de custo da energia e são cobradas de forma extra na conta de luz. Neste ano, por exemplo, a Aneel anunciou que a bandeira tarifária vermelha patamar 2, a mais alta, será acionada em junho, o que significa um acréscimo de R$ 6,24 para cada 100 kWh consumidos.
Portanto, é importante que os consumidores entendam que a CDE é um encargo necessário e que traz benefícios diretos para a sociedade. Além disso, é importante que o setor elétrico e o governo trabalhem em conjunto para encontrar soluções que possam reduzir os custos de geração de energia e, consequentemente, o valor da conta de luz.
Um dos caminhos para isso é a diversificação da matriz energética, com o incentivo à geração de energia por meio de fontes limpas e renováveis, como a solar, eólica e biomassa. Além de serem mais sustentáveis, essas fontes também podem contribuir para a redução dos custos de geração de energia.
Outra medida importante é a conscientização da população sobre o uso eficiente da energia elétrica. Pequenas atitudes, como apagar







