A Oxford University Press escolheu “rage bait” como a palavra do ano de 2021, refletindo o crescente impacto dessa expressão nas redes sociais e na sociedade como um todo. Mas afinal, o que é “rage bait” e por que isso se tornou tão relevante?
Antes de tudo, é importante entender o significado dessa expressão. “Rage bait” pode ser traduzido como “iscar a raiva”, e é exatamente isso que essa estratégia busca: provocar emoções fortes, principalmente a raiva, nos usuários das redes sociais. Isso é feito através de conteúdos sensacionalistas, polêmicos e muitas vezes falsos, com o objetivo de gerar engajamento e compartilhamento.
Infelizmente, essa prática tem se tornado cada vez mais comum e tem sido utilizada por diversos atores, desde empresas e influenciadores até políticos e governos. O resultado disso é uma polarização e radicalização cada vez maior nas redes sociais, que se reflete também na sociedade. E é por isso que a Oxford University Press escolheu “rage bait” como a palavra do ano, para chamar a atenção para essa realidade e incentivar a reflexão sobre o impacto desse fenômeno.
Mas como isso se relaciona com a manipulação digital? Como mencionado anteriormente, o objetivo do “rage bait” é gerar engajamento, e a raiva é uma das emoções mais poderosas para atingir esse objetivo. Ao se sentirem indignados ou revoltados com um conteúdo, os usuários são estimulados a compartilhá-lo, comentá-lo e até mesmo defendê-lo, aumentando assim o alcance e a influência desse conteúdo.
Além disso, a disseminação de notícias falsas e desinformação é uma das principais consequências do “rage bait”. Ao serem expostos a conteúdos sensacionalistas e polêmicos, muitos usuários acabam acreditando neles sem verificar a veracidade das informações. Isso pode ter um impacto significativo na opinião pública, influenciando em debates e decisões importantes.
Diante desse cenário, é fundamental que as pessoas tenham consciência sobre as táticas de manipulação digital e saibam identificar o “rage bait”. Isso não significa que não devemos nos indignar com assuntos relevantes e lutar por causas importantes, mas sim que devemos ter um senso crítico e verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las.
Além disso, é importante que as plataformas de redes sociais assumam sua responsabilidade nesse processo e tomem medidas para combater a disseminação de “rage bait” e notícias falsas. A regulação e o investimento em algoritmos mais responsáveis são medidas necessárias para mitigar os efeitos negativos dessa prática.
No entanto, é preciso destacar que nem todo conteúdo polêmico ou sensacionalista é intencionalmente criado para ser “rage bait”. Muitas vezes, o sensacionalismo é utilizado apenas para atrair a atenção do público e aumentar o engajamento, sem a intenção de provocar a raiva. Por isso, é importante que os usuários tenham um olhar crítico e não caiam na armadilha do compartilhamento impulsivo.
A escolha de “rage bait” como a palavra do ano pela Oxford University Press é um alerta importante para a sociedade. É preciso refletir sobre o impacto dessas táticas de manipulação digital e buscar formas de combater esse fenômeno. A conscientização e o senso crítico são fundamentais para construirmos uma sociedade mais informada e menos polarizada.
Em resumo, “rage bait” é muito mais do que uma simples expressão, é um reflexo da realidade em que vivemos nas redes sociais. Precisamos estar atentos e conscientes sobre o impacto desse fenômeno







