O avanço das mudanças climáticas é um tema cada vez mais presente em nossa sociedade. A necessidade de se tomar medidas para mitigar os efeitos dessas alterações é urgente e inegável. No entanto, nos últimos anos, temos assistido a uma preocupante marcha-atrás nas decisões de mitigação e redução de emissões. E essa situação preocupa não apenas ambientalistas, mas também líderes políticos e especialistas em todo o mundo.
A eurodeputada Lídia Pereira, presidente da delegação do Parlamento Europeu na COP 30, revelou à Renascença que as negociações não estão a correr bem. Segundo Pereira, os esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa estão sendo bloqueados por países árabes e pelo Brasil, que não tem conseguido liderar com eficácia as discussões.
Os países árabes, que possuem uma grande parcela de sua economia baseada na exploração de combustíveis fósseis, são conhecidos por resistir a medidas que visam limitar o consumo de carbono. Isso se deve, principalmente, ao seu temor de que tais medidas possam afetar negativamente suas economias. No entanto, é preciso lembrar que as mudanças climáticas não apenas afetam o meio ambiente, mas também podem ter impactos econômicos negativos, incluindo a perda de empregos e a diminuição da produtividade agrícola.
Já o Brasil, que possui uma grande biodiversidade e um papel fundamental no equilíbrio climático global, tem falhado em liderar as negociações. A falta de comprometimento e esforço do governo brasileiro em implementar políticas efetivas de combate às mudanças climáticas tem sido um grande obstáculo nas discussões. Além disso, o aumento do desmatamento na Amazônia, um dos principais pulmões do planeta, tem gerado preocupação entre os países participantes da COP 30.
Essas posturas contrárias à redução de emissões de gases de efeito estufa e à implementação de políticas ambientais mais rigorosas são extremamente preocupantes. Afinal, as mudanças climáticas não são um problema que afetará apenas o futuro das próximas gerações, mas já vem causando impactos imediatos em diversas regiões do planeta.
A falta de comprometimento e ações concretas por parte dos governos também enviam um sinal negativo para a sociedade, que muitas vezes não vê a urgência de tomar medidas individuais em prol do meio ambiente. E é exatamente por isso que as discussões na COP 30 são tão importantes. É preciso mostrar ao mundo que as mudanças climáticas são uma ameaça real e que todos devem se unir para combatê-la.
No entanto, nem tudo está perdido. Ainda há esperança de que as negociações na COP 30 possam avançar e alcançar resultados significativos. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou recentemente um plano ambicioso para que a União Europeia se torne neutra em emissões de carbono até 2050. Isso mostra que, apesar das dificuldades, é possível e necessário tomar medidas concretas para reduzir os impactos das mudanças climáticas.
Além disso, é importante destacar que a atuação de organizações e movimentos ambientais tem sido fundamental para manter a pressão sobre os governos. Manifestações e greves pelo clima têm ganhado cada vez mais adesão em todo o mundo, demonstrando que a sociedade está cada vez mais consciente e engajada com a questão climática.
Portanto, é preciso que os líderes políticos se inspirem nesses movimentos e tomem ações corajosas e efetivas para combater as mud







