O último relatório divulgado pelo Banco Central do Brasil trouxe uma notícia que pode ser considerada positiva para a economia do país. No período de 12 meses até setembro deste ano, o setor público registrou um déficit primário de R$ 33,235 bilhões, o equivalente a 0,32% do Produto Interno Bruto (PIB). Esses números representam uma melhora em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o déficit primário foi de R$ 41,156 bilhões.
O déficit primário é a diferença entre as receitas e as despesas do Governo Central, que inclui o Tesouro Nacional, o Banco Central e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com o relatório do Banco Central, embora o resultado ainda esteja no vermelho, ele é o menor registrado nos últimos 12 meses desde abril de 2018, quando foi de R$ 26,606 bilhões.
Um dos fatores que contribuíram para essa melhora foi o aumento da arrecadação de impostos. Segundo o relatório, a receita líquida do Governo Central cresceu 7,2% no período, impulsionada pelo aumento da atividade econômica. Além disso, o governo também conseguiu reduzir as despesas totais em 2,2%, principalmente com a diminuição dos gastos com pessoal e encargos sociais.
Outro ponto positivo é que o resultado do déficit primário ficou abaixo da meta estabelecida pelo governo, que era de R$ 139 bilhões para todo o ano de 2019. Isso mostra que as medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governo estão surtindo efeito e contribuindo para o equilíbrio das contas públicas.
É importante ressaltar que o déficit primário não deve ser visto como um indicador isolado da saúde econômica do país. Ele é apenas um dos componentes do resultado fiscal, que também leva em consideração o resultado nominal, que inclui os gastos com juros da dívida pública. No entanto, é um indicador que reflete a capacidade do governo de honrar seus compromissos e evitar uma crise fiscal.
Diante disso, é importante destacar que, apesar do déficit primário ainda existir, ele vem apresentando uma tendência de redução nos últimos meses. Isso é reflexo das medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governo, como a reforma da Previdência, a revisão de benefícios sociais e a privatização de estatais. Essas ações são fundamentais para equilibrar as contas públicas e criar um ambiente mais favorável para o crescimento econômico.
Além disso, a melhora do déficit primário é um sinal positivo para os investidores e para a confiança na economia brasileira. Com as contas públicas mais equilibradas, é possível atrair mais investimentos, tanto externos quanto internos, e impulsionar o crescimento do país. Afinal, um governo com as contas em ordem passa mais credibilidade e segurança para o mercado.
Vale ressaltar também que o resultado do déficit primário não pode ser visto isoladamente. Ele deve ser analisado em conjunto com outros indicadores, como o desemprego, a inflação e o crescimento econômico. E nesse sentido, o Brasil vem apresentando melhoras significativas nos últimos meses.
Com uma economia mais estável e com as contas públicas sob controle, o país tem mais condições de enfrentar eventuais crises e manter um crescimento sustentável. Isso é fundamental para a criação de empregos, aumento da renda e melhoria da qualidade de vida da população.
Em resumo, apesar de ainda registrar um déficit primário, o setor público vem apresentando melhoras significativas nos últimos meses, o que é um sinal positivo para a economia brasileira. O governo vem adotando medidas de ajuste







