A inflação é um dos principais indicadores econômicos e tem um impacto direto na vida das pessoas. Por isso, é sempre aguardado com grande expectativa o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é considerado uma prévia do índice oficial de inflação do país. E, para a surpresa de muitos, o resultado do mês de outubro foi positivo e abaixo do esperado.
De acordo com a pesquisa realizada pela Reuters, a mediana das expectativas dos economistas era de uma alta de 0,25% no mês de outubro. No entanto, o resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de apenas 0,18%. Além disso, na base anual, a projeção era de um avanço de 5,01%, mas o índice registrou uma queda de 0,09%, ficando em 4,53%.
Um dos principais fatores que contribuíram para esse resultado abaixo do esperado foi a queda no preço da energia elétrica. Com a entrada da bandeira amarela em setembro, que representa um acréscimo de R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos, muitas famílias buscaram economizar e reduziram o consumo de energia. Isso refletiu diretamente no IPCA-15 de outubro, que registrou uma queda de 3,22% no grupo de habitação.
Além disso, outros grupos que tiveram impacto negativo no índice foram o de transportes, com uma queda de 0,25%, e o de vestuário, com uma variação negativa de 0,14%. Por outro lado, os grupos de alimentação e bebidas, saúde e cuidados pessoais, e educação registraram altas de 0,35%, 0,34% e 0,03%, respectivamente.
É importante ressaltar que, apesar do resultado abaixo do esperado, o IPCA-15 de outubro ainda representa uma alta em relação ao mês anterior, que registrou uma variação de 0,09%. Além disso, a inflação acumulada nos últimos 12 meses ainda está acima da meta estabelecida pelo governo, que é de 4,5%. No entanto, a tendência é que esse índice continue a desacelerar nos próximos meses, o que é positivo para a economia e para o bolso dos consumidores.
A queda na inflação é um reflexo direto das medidas adotadas pelo governo para controlar os preços e estimular o crescimento econômico. A redução da taxa básica de juros, a Selic, que está em seu menor patamar histórico, e a liberação do saque do FGTS são algumas das ações que têm contribuído para esse cenário mais favorável.
Além disso, a aprovação da reforma da Previdência e a expectativa de avanço nas reformas tributária e administrativa também têm gerado um clima de confiança e estabilidade no mercado, o que é fundamental para a retomada do crescimento econômico.
Com uma inflação controlada, a tendência é que os preços se mantenham estáveis e o poder de compra da população seja preservado. Isso é positivo tanto para os consumidores, que conseguem adquirir produtos e serviços com preços mais acessíveis, quanto para as empresas, que podem planejar seus investimentos e expandir seus negócios.
Portanto, o resultado do IPCA-15 de outubro é mais uma boa notícia para a economia brasileira. A desaceleração da inflação é um sinal de que as medidas adotadas pelo governo estão surtindo efeito e que o país está no caminho certo para retomar o crescimento e gerar empregos. É importante que essa tendência seja mantida e que as reformas necessá







